“Informamos que os hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz se veem obrigados, a partir de 15 de abril, a deixar de prestar os serviços ao abrigo das convenções celebradas com a ADSE. Fazemo-lo com a convicção de que tentámos, até ao limite, encontrar um entendimento com a ADSE", lê-se no comunicado interno.

Segundo a carta enviada aos trabalhadores dos hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz, a que a agência Lusa teve acesso, a suspensão deve-se à "impossibilidade de se encontrar um acordo equilibrado na negociação de uma tabela que se encontra desatualizada”.

A rede hospitalar justifica também com a não aplicação retroativa de regras de regularização de faturação, que considera “manifestamente ilegais”.

“Os elevados padrões de qualidade e de segurança de que os hospitais e clínicas da rede Hospital da Luz não prescindem no tratamento dos seus clientes são incompatíveis com os termos em que a ADSE pretende aplicar as convenções”, acrescenta a missiva, recordando que esta decisão afetara mais de 250 mil beneficiários deste subsistema de saúde.

No entanto, ressalva o documento, continuarão a ser prestados vários serviços ao abrigo do regime convencionado, desde que iniciados antes do dia 15 de abril, nomeadamente o acompanhamento a grávidas, os tratamentos relacionados com doença oncológica e os cuidados de saúde de internamento.

Mantêm-se também dentro do regime convencionado todas as marcações feitas pelos beneficiários da ADSE até hoje, mesmo que se realizem depois de 15 de abril.

A rede Hospital da Luz integra 14 hospitais, 13 clínicas ambulatórias de proximidade e um centro clínico digital.

[Notícia atualizada às 17h08]

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