Doze manifestantes foram detidos, segundo anunciou hoje a polícia italiana, incluindo Giuliano Castellino, líder do partido de extrema-direita Forza Nuova.

Cerca de 10.000 manifestantes manifestaram-se no sábado para expressar a indignação perante a exigência imposta pelo governo de que qualquer trabalhador seja obrigado a possuir um “passe verde” para entrar no respetivo local de trabalho a partir da próxima sexta-feira.

Os passes certificam que uma pessoa recebeu, pelo menos, uma dose de uma vacina anti-covid-19, recuperou recentemente do vírus ou foi testada negativamente num prazo de 48 horas.

Giuliano Castellino foi alegadamente um dos membros da Forza Nuova que exortou os apoiantes a invadirem a sede nacional da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), o maior sindicato italiano. Os sindicatos em Itália apoiaram os Passes Verdes.

Dezenas de manifestantes utilizaram paus, barras de metal e bandeiras italianas enroladas, com que forçaram a entrada e destruíram o interior do espaço.

Centenas de manifestantes entraram, mais tarde, em confronto com a polícia, quando tentavam chegar à praça exterior ao Palácio Chigi, residência oficial do primeiro-ministro, perto do Parlamento italiano.

Depois de invadirem a sede do CGIL, os manifestantes dirigiram-se para a Via Veneto, em Roma, uma avenida onde está instalada a embaixada dos Estados Unidos em Itália.

Entre as vozes que apelaram à ilegalização dos grupos pró-fascismo está a de Giuseppe Conte, antigo primeiro-ministro italiano e líder do movimento populista 5-Estrelas , que hoje se manifestou com apoiantes em frente à sede da CGIL.

Um deputado do Partido Democrata, Emanuele Fiano, anunciou hoje que irá apresentar uma moção no Parlamento na segunda-feira apelando ao governo do primeiro-ministro Mario Draghi para que ilegalize por decreto o Forza Nuova e movimentos semelhantes.

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