A presidente da Comissão de Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades da Assembleia da República de Moçambique, Maria Inês Martins, referiu no parlamento português que "os deputados aguardam todas as respostas a perguntas" colocadas ao Governo moçambicano e às autoridades judiciais.

"Sentimo-nos preocupados", disse Maria Inês Martins, na audiência na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas do parlamento português, que recebeu a delegação moçambicana, em visita à Assembleia da República de Portugal.

O deputado Ivan Mazanga lembrou o recente homicídio de outros português - Alexandre Pamplona - e acentuou que o parlamento moçambicano "está a fazer a pressão necessária".

Eleito pela Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o membro da comissão parlamentar moçambicana referiu que "é de inteira preocupação por parte do parlamento" de Moçambique "saber o que se passou com o empresário", desaparecido há quase três anos, e também com o português encontrado morto, com sinais de violência, em Maputo.

Ivan Mazanga asseverou que é preciso "ações com mais celeridade" e aludiu à cooperação oferecida pela Procuradoria-Geral da República de Portugal ao Ministério Público moçambicano.

"Apelamos que as instituições da Justiça, dentro da necessária separação de poderes, possam entrar com mais força, para resolver este caso do empresário desaparecido, que nos preocupa a todos como moçambicanos e como seres humanos", na província de Sofala, no centro de Moçambique.

O empresário foi raptado numa estação de abastecimento de combustíveis na manhã de 29 de julho de 2016, em Nhamapadza, distrito de Maringué, na província de Sofala, no centro de Moçambique.

O crime foi perpetrado por homens fardados, que algemaram o empresário e o colocaram dentro de uma das duas viaturas descaracterizadas com que deixaram o posto de combustíveis, segundo testemunhas.

No início do ano, a Procuradoria-Geral da República moçambicana mandou avocar o processo, que tinha sido encerrado pela Procuradoria Provincial de Sofala, no centro de Moçambique, alegadamente por falta de elementos, sem que até hoje tenha havido desenvolvimentos.

No esforço para encontrar Américo Sebastião, a esposa do empresário, Salomé Sebastião, tem estado em contacto com as autoridades moçambicanas, incluindo a procuradora-geral da República de Moçambique, Beatriz Buchili.

Salomé Sebastião já entregou três petições à Assembleia da República moçambicana, além de ter enviado uma carta ao Presidente moçambicano, no quadro dos esforços para encontrar o empresário português.

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