"O homem explicou que desapareceu voluntariamente no final do ano 1999, por conta própria, porque o clima familiar era violento", explicou Denis Goeman, porta-voz do Ministério Público, durante uma conferência de imprensa.

Hoje com 34 anos, Simon Lembi vive "com outra identidade fora do país", que ele não deseja revelar, tendo-se recusado também a dizer se possui uma família ou se exerce uma profissão. Segundo a RTBF, Lembi fugiu para a Holanda, onde recomeçou a sua vida.

"A única coisa que podemos informar é que ele está bem de saúde e que a sua família na Bélgica foi informada da conclusão positiva do caso", acrescentou Goeman.

Nascido em 1985, Lembi desapareceu a 12 de novembro de 1999 no município de Saint-Gilles, em Bruxelas, aos 14 anos.

De acordo com o jornal Dernière Heure, que entrevistou a sua mãe em 2015, o agora homem de 34 anos chegou de Angola à Bélgica com a sua família, cerca de dez dias antes do seu desaparecimento, instalando-se com os três irmãos e a mãe num complexo de habitação social da cidade.

Naquele dia, Lembi perguntou à sua mãe se poderia ir ver televisão num centro de acolhimento - saiu e nunca mais voltou. À época, a mãe excluiu a hipótese de fuga e confidenciou que o rapaz era tímido, não conhecia ninguém em Bruxelas nem sabia falar francês, para além de que provavelmente não teria dinheiro ou documentos consigo.

Segundo o porta-voz do Ministério Público, Lembi aproveitou "os procedimentos para menores desacompanhados" do seu novo país para fugir e mudar a sua identidade. "Ele tem um passado bastante pesado", ressalvou o Goeman.

O departamento de desaparecidos da polícia federal tinha sido contactado em novembro de 2018 por uma pessoa que dizia ser amiga de Simon Lembi.

A polícia conduziu uma investigação "para realizar as verificações necessárias", que se mostraram conclusivas. As autoridades interrogaram uma pessoa, que admitiu ser Simon Lembi.

A família, com a qual Simon Lembi "não tem contacto", ainda vive em Bruxelas. "Eles ficaram satisfeitos por saber que o identificámos", explicou Goeman.

O caso, que agora foi solucionado, era um dos mais antigos de desaparecimento de menores na Bélgica.

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