“Foi alcançado um acordo e a greve vai ser desconvocada”, disse à Lusa Paulo Milheiro, do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), acrescentando que o Governo "foi o medidador da negociação".

Os trabalhadores da IP, empresa pública que resulta da fusão da Estradas de Portugal e da Refer, tinham marcada uma greve parcial para quinta-feira (de uma hora por turno) e uma greve de 24 horas na sexta-feira.

Segundo o dirigente sindical, o acordo alcançado – entre sindicatos, Governo e administração da empresa – prevê que os trabalhadores com um vencimento até 1.300 euros tenham uma atualização de 23 euros, que corresponde a um prémio remuneratório de 10 meses.

Os trabalhadores com um vencimento entre 1.300 euros e 2.000 euros terão uma atualização de 16 euros, e os funcionários que aufiram mais de 2.000 euros vão beneficiar de um aumento de 10 euros.

Os trabalhadores da IP estiveram em greve em 02 de abril, depois de uma tentativa de acordo falhado com o Governo e a administração da empresa.

No dia 04, após uma reunião da Comissão de Trabalhadores e sindicatos, os representantes dos trabalhadores anunciaram que iam dar 15 dias à administração e ao Governo para criarem condições para um acordo que vá ao encontro das pretensões dos trabalhadores e "lamentaram que a postura pouco séria" da administração e do Governo tenha obrigado os trabalhadores a mais um esforço na defesa das suas reivindicações, em particular, da exigência do aumento intercalar dos salários que são os mesmos desde 2009".

[Notícia atualizada às 17h23]

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