As autoridades confirmaram as primeiras cinco mortes provocadas pela tragédia e reduziram de 141 para 120 o número de desaparecidos.

O deslizamento aconteceu na localidade de Ximo, ao pé de uma colina, na província de Sichuan, às 6h00 locais, sepultando pelo menos 46 casas, informou o canal estatal CCTV.

Um casal e seu bebé de um mês foram socorridos e levados para um hospital, informaram as autoridades da cidade vizinha de Maoxian.

Outro sobrevivente foi localizado e as equipas de resgate trabalhavam para libertá-lo dos escombros.

A CCTV exibia imagens de polícias e moradores a observar a ação das máquinas que retiravam os escombros.

Quase 300 polícias, militares e bombeiros foram mobilizados, segundo a agência estatal Xinhua. Outros 500 bombeiros, com cães, foram chamados a viajar até a região para ajudar nas operações.

'Toneladas de rochas'

Uma avalanche de rochas e terra desmoronou de uma montanha, o que também afetou o curso de um rio, de acordo com a Xinhua.

As operações de resgate devem ser complicadas, já que a chuva não deve parar nas próximas horas, de acordo com a meteorologia.

A situação é ainda mais difícil porque as vítimas estão sepultadas debaixo de "várias dezenas de toneladas de rochas", de acordo com o capitão Chen Tiebo, da Polícia Militar do município autónomo tibetano de Aba, região da tragédia.

A Xinhua informou o desmoronamento de "parte da montanha" tibetana adjacente no município de Aba.

O capitão afirmou que as chuvas dos últimos dias provocaram o deslizamento.

"Estamos numa zona sísmica, não há muita vegetação", explicou Chen. As árvores podem contribuir para absorver o excesso de chuva e evitar os deslizamentos.

O presidente chinês Xi Jinping ordenou a "mobilização de todos os esforços possíveis para reduzir o número de mortos e feridos", de acordo com uma declaração divulgada pela CCTV.

Deslizamentos frequentes 

Com 80 milhões de habitantes, Sichuan, na fronteira com o Tibete, foi devastada em maio de 2008 por um grande terramoto. A tragédia deixou 87 mil mortos na região de Wenchuan, que fica a poucos quilómetros da localidade afetada neste sábado.

Os deslizamentos de terra representam um perigo constante nas zonas rurais e montanhosas da China, especialmente durante a época das chuvas.

Pelo menos 12 pessoas morreram em janeiro num deslizamento que destruiu um hotel da província de Hubei (centro).

Em outubro do ano passado, tragédias similares afetaram o leste da China após as fortes chuvas provocadas pelo tufão Megi. Oito pessoas morreram e danos gigantescos foram registados.

Mais de 70 pessoas morreram num deslizamento de terra no centro comercial de Shenzhen em dezembro de 2015, neste caso provocado pela acumulação de lixo.

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