Numa mensagem publicada através das redes sociais, os Mossos d’Esquadra, polícia regional da Catalunha, adiantaram que a maior parte das detenções ocorreu em Barcelona, envolvendo 31 pessoas. Em Lérida foi detida uma pessoa e duas em Tarragona, sendo as três menores de idade.

Esta noite foi a quinta sucessiva de protestos em Barcelona, tendo a manifestação escalado para motins e saques em dezenas de lojas no centro da cidade, nomeadamente do Paseo de Gracia, onde se concentram as principais marcas de luxo.

Os violentos protestos causaram também danos no Palácio da Música, um edifício projetado pelo arquiteto Lluís Domènech i Montaner e considerado um dos expoentes máximos do modernismo catalão.

Além da manifestação de Barcelona, que juntou mais de 6.000 pessoas, registaram-se protestos em várias outras cidades, nomeadamente Lérida, Tarragona, Sabadell ou Girona.

Apesar dos apelos dos organizadores para que os protestos decorram de forma pacífica, em Barcelona um grande grupo de manifestantes encapuçados separou-se da manifestação de apoio a Hasél, subindo o Paseo de Gracia em direção à avenida Diagonal, causando danos significativos nas lojas da zona.

A destruição verificou-se em todo o Paseo de Gracia, que vai desde a Plaza de Catalunya até à Diagonal, onde manifestantes encapuçados também montaram várias barricadas, queimando contentores, mobiliário urbano e as portas do edifício da Bolsa de Barcelona, embora as chamas não tenham afetado o interior do edifício.

Em Lérida, os incidentes concentraram-se em frente ao edifício da subdelegação do governo, que os manifestantes apedrejaram, e na Avenida Valência, onde queimaram contentores.

Também em Tarragona há relato de incidentes, nomeadamente incêndio de contentores e arremesso de objetos contra as forças policiais.

Em Cubelles (Barcelona), um grupo de pessoas tentou cortar a via C-31, mas um dos participantes acabou por ser atropelado por um carro, ficando com ferimentos ligeiros.

O ‘rapper’ Pablo Hasél, detido na terça-feira na Universidade de Lérida (Catalunha), tornou-se um símbolo da liberdade de expressão em Espanha, depois de ter sido condenado a nove meses de prisão por, segundo a acusação, insultar as forças de ordem espanholas, fazer a glorificação do terrorismo e injuriar a monarquia.

Além da sentença que originou a sua detenção, Hasél tem antecedentes: na primeira condenação, a dois anos de pena suspensa, foi acusado de glorificar nas suas canções o terrorismo da ETA, o Grapo, Terra Lliure ou a Al Qaeda.

O ‘rapper’ conta ainda com duas condenações, em 2018, por transgressão, resistência e desobediência à autoridade e tem um recurso pendente por agressão a um operador de câmara da TV3.

Hasél foi também condenado a dois anos e meio de prisão por ameaçar uma testemunha num julgamento contra um guarda municipal de Lérida.

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