Em comunicado enviado às redações, lê-se que "a Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT), no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP da Moita, desencadeou, no dia de hoje, uma operação com vista ao desmantelamento de um grupo criminoso responsável pela prática do rapto de um cidadão da Guiné-Bissau".

Segundo as autoridades, "a vítima foi raptada na via pública com contornos de grande violência, tendo sido mantida em cativeiro durante três dias" e submetida a "constantes ameaças e agressões de modo a coagirem os seus familiares ao pagamento de resgate".

A TVI24 avança o valor de 5 mil euros como pagamento para libertação da vítima, um empresário, filho do diretor nacional dos Serviços de Imigração da Guiné.

O rapto terá acontecido no concelho da Amadora, tendo o jovem sido depois transportado para uma residência no concelho da Moita, "onde se manteve em cativeiro até ao dia da sua libertação", de acordo com as autoridades. O homem terá cerca de 30 anos, reside no estrangeiro, mas efetua visitas regulares a Portugal.

A PJ deteve três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 40 e os 49 anos. Foram também apreendidos "relevantes elementos de prova, designadamente, equipamentos de telecomunicações, vestuário e outros".

Os detidos serão presentes, num período máximo de 48 horas, a um primeiro interrogatório judicial para a aplicação da medida de coação tida por conveniente junto do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro.

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