O evento foi organizado pelo Museu da Língua Portuguesa, tendo como parceiros a empresa portuguesa EDP Energia e a Fundação Roberto Marinho.

Luiz Gouveia, diretor do Instituto EDP, explicou à Lusa que a comemoração marca um ano especial já que será a última vez que as atividades culturais planeadas para marcar esta data acontecem na estação da Luz, fora do Museu da Língua Portuguesa.

"Este é o último ano antes da reabertura do museu [da Língua Portuguesa]. Este ano selecionámos 16 atrações e atividades que vão acontecer aqui na Estação da Luz", contou Luiz Gouveia.

"Teremos apresentações de poesia falada, apresentações musicais oficinas, teatros performances, instalações interativas. O nosso objetivo é criar uma proximidade muito grande do museu com as escolas e o território", acrescentou.

Luiz Gouveia também lembrou que a EDP Energia é uma das operadoras que atuam no país e tem apostado em celebrações como o dia Internacional da Língua Portuguesa, porque a língua é um elemento que une Portugal e o Brasil.

A professora Ana Paula de Araújo Lopes, de 30 anos, contou que viajou do estado de Minas Gerais para São Paulo com um grupo de estudantes americanos e decidiu incluiu a celebração do dia Internacional da Língua Portuguesa no itinerário do grupo para proporcionar uma experiência diferente.

"Decidimos colocar este evento na nossa agenda porque eles são estudantes [estrangeiros] de língua portuguesa. É muito importante que eles convivam e vejam outras variedades da língua portuguesa, que vem de outros países onde há falantes do português. Até agora eles conhecem mais o português falado no Brasil", disse.

A professora comentou que gostou do evento, já que há muita coisa pensada para o público interagir, e que a visita estava a ser um bom momento para o grupo.

"Tem muita coisa para você interagir, para descobrir mais sobre a língua portuguesa e os países falantes de língua portuguesa. Está tudo muito legal", salientou.

Julia de Alencar Arcanjo, 30 anos, antropóloga e terapeuta, disse que não sabia da programação, mas gostou muito das atividades organizadas na Estação da Luz e decidiu aproveitar os livros e as apresentações musicais.

"[O português] é um coletivo que está espalhado pelo mundo. Em Portugal, em muitos países africanos e no Brasil. É importante celebrar a potência da língua com os livros, com a literatura e a música", afirmou.

Atingido por um incêndio em dezembro de 2015, o museu da Língua Portuguesa está atualmente fechado ao público em processo de reconstrução. As obras de restauração das fachadas e esquadrias e cobertura já foram concluídas.

Embora esteja fechado, o equipamento cultural organiza atividades como a celebração do dia da Língua Portuguesa, exposições itinerantes e participações na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), nas bienais do livro do Rio de Janeiro e de São Paulo e na Festa Literária das Periferias (Flup).

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador principal a EDP, além do Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp, bem como o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal, através da lei federal de incentivo à cultura.

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