O PP (Partido Popular, direita) e o Vox chegaram a um acordo numa reunião em Madrid que vai permitir a investidura em Sevilha do candidato popular, Juanma Moreno, como presidente da Junta (Governo regional) da Andaluzia, segundo a imprensa espanhola.

O partido de extrema-direita renunciou a fazer depender o seu apoio à derrogação das leis contra a violência de género, posição que tinha sido considerada “inaceitável” pelo PP na terça-feira.

Entretanto, numa reunião que teve lugar também hoje em Sevilha, PP e Cidadãos (direita liberal) fecharam o acordo final sobre a estrutura e a organização do executivo regional que terá como vice-presidente o líder regional deste segundo partido, Juan Marín.

O compromisso deverá ser apresentado na quinta-feira à presidente do parlamento andaluz que terá em seguida de marcar a data da investidura.

O acordo entre os dois maiores partidos da direita espanhola prevê uma redução de 13 para 11 dos ministérios regionais e confirma um compromisso sobre 90 medidas a ser tomadas, anteriormente negociadas entre o PP e o Cidadãos, sem a participação do Vox.

O aumento da votação da extrema-direita na Andaluzia e a solução de Governo alcançada é um cenário que está a preocupar a esquerda, atualmente no poder em Madrid, nomeadamente se for repetido, a nível nacional, nas eleições europeias, autárquicas e autonómicas de maio próximo.

Com esta solução, a direita espanhola consegue afastar o PSOE do poder na maior das Comunidades Autonómicas espanholas, quase do tamanho de Portugal em dimensão e população.

A soma dos partidos de direita conseguiu, nas eleições regionais realizadas em 02 de dezembro último, reunir a maioria absoluta no parlamento da Andaluzia, apesar de o PSOE ter sido o mais votado, mas com uma redução da sua presença parlamentar de 47 deputados regionais para 33, num total de 109.

O PP passou de 33 para 26 deputados e conseguiu manter-se em segundo lugar na escolha dos eleitores.

Juntando a este resultado o dos Cidadãos com 21 deputados e o do Vox com 12, a direita espanhola conseguiu chegar aos 59 assentos, mais quatro do que a maioria absoluta do parlamento regional.

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