A 19 de maio, o grupo de telecomunicações norte-americano AT&T, detentor da DirectTV, anunciou o fim das atividades da estação na Venezuela, justificando que as sanções impostas pelos Estados Unidos proíbem as transmissões do canal de informação privado Globovisión e do canal da companhia petrolífera estatal venezuelana PDVSA TV.

Ora, a transmissão desses dois canais foi a condição imposta pelo regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, para conceder uma licença de televisão paga na Venezuela.

Nicolás Maduro e vários membros da sua equipa e da petrolífera estatal PDVSA são alvo de sanções dos Estados Unidos.

A 23 de maio, a justiça venezuelana ordenou a apreensão dos bens e equipamentos da DirectTV local.

Simultaneamente, proibiu os membros da direção da empresa de deixarem o território da Venezuela e de transferirem as suas contas bancárias para o estrangeiro.

“Espero que haja justiça neste país”, disse aos jornalistas, antes de se entregar à polícia, Carlos Villamizar, vice-presidente para a estratégia da DirecTV na Venezuela.

Villamizar confessou estar “muito surpreendido” com a ordem judicial emitida contra si e dois dos seus antigos colegas, Hector Rivero e Rodolfo Carrano.

Acompanhados por advogados, os três entregaram-se voluntariamente no quartel-general dos serviços de informações venezuelano, na sexta-feira.

Com sede em El Segundo, Califórnia, a DirecTV transmite televisão por satélite e áudio digitais nos Estados Unidos, América Latina e Caribe.

Segundo dados oficiais, a DirecTV representa 45% do mercado de televisão por subscrição na Venezuela e a suspensão das suas atividades afetou 6,5 milhões de subscritores, privando-os, entre outros, do popular programa desportivo “Futbol Total”.

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