"Os Estados Unidos da América são um país orgulhoso de imigrantes e continuaremos a demonstrar compaixão com aqueles que fogem da opressão, mas faremos isto enquanto protegemos os nossos próprios cidadãos e fronteiras. Os Estados Unidos da América sempre foram a terra dos livres e o lar dos bravos", declarou Trump, citando um trecho do hino nacional americano, num incomum comunicado oficial por escrito citado pela AFP.

"Para ser claro, isto não é uma proibição aos muçulmanos, como os media estão a reportar de forma falsa. Não se trata de religião, trata-se do terror e de manter o nosso país a salvo", afirmou, acrescentando que mais de 40 países muçulmanos não foram afetados pela ordem executiva.

O presidente afirmou também que os sete países atingidos pela medida  (Irão, Iraque, Líbia, Somália, Susão, Síria e Iémen) constavam de uma lista de países utilizada durante o governo de Barack Obama.

Trump disse, ainda, que o governo de Obama suspendeu a concessão de vistos para refugiados iraquianos durante seis meses em 2011.

O Presidente acrescentou que a concessão de vistos será retomada no final de 90 dias da suspensão, quando novos procedimentos de controlo forem adotados.

Milhares de manifestantes reuniram-se este domingo para protestar contra a medida em frente à Casa Branca, em Washington, num parque com vista para a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, em Boston e em outras cidades - e aeroportos - do país.

Numa ordem executiva assinada na sexta-feira, Donald Trump suspendeu a entrada de refugiados nos Estados Unidos por pelo menos 120 dias e impôs um controlo mais severo aos viajantes oriundos do Irão, Iraque, Líbia, Somália, Síria e Iémen durante os próximos três meses.

Os cidadãos daqueles sete países que possuem uma autorização de residência permanente ('green card') nos Estados Unidos “não são afetados”, disse hoje ao canal NBC o chefe de gabinete da Casa Branca, Reince Priebus, adiantando, no entanto, que poderão ser questionados aprofundadamente à sua chegada ao país.

O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, indicou também este domingo que dos 325.000 estrangeiros que chegaram aos Estados Unidos no sábado “109 pessoas” passaram por um controlo reforçado. Para “garantir que as pessoas que deixamos entrar no nosso país vêm com intenções pacíficas”, declarou hoje ao canal ABC.

Cerca de 200 outras pessoas foram impedidas de embarcar para os Estados Unidos, segundo disse a conselheira de Donald Trump Kellyanne Conway hoje num programa do canal Fox News.

Uma juíza federal norte-americana decidiu na noite de sábado que os refugiados e outras pessoas afetadas pela nova medida de imigração do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegaram aos aeroportos norte-americanos não podem ser deportados.

Numa audiência de emergência, a juíza Ann M. Donnelly, do Tribunal do Distrito Federal de Brooklyn (Nova Iorque) respondeu a uma ação movida pela União das Liberdades Civis na América (ACLU) contra a ordem executiva assinada na sexta-feira por Donald Trump, cuja constitucionalidade foi questionada.

A decisão vai no sentido de as autoridades norte-americanas não procederem a nenhuma deportação de cidadãos dos sete países de maioria muçulmana visados pelo decreto de Trump — Irão, Iraque, Iémen, Somália, Líbia, Síria, Sudão — que foram autorizados a entrar e chegaram aos Estados Unidos.

Várias pessoas sofreram já o impacto direto das novas medidas de imigração. Além da indignação, nas primeiras horas desde a aplicação das medidas da Casa Branca provocaram confusão e caos em cidades e aeroportos de todo o mundo devido à falta de clareza sobre alguns detalhes.

A mobilização de associações começou após a detenção de dois iraquianos na noite de sábado no aeroporto JFK em Nova Iorque, que estavam ligados ao governo norte-americano no Iraque e possuem vistos de viagem válidos.

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