A especulação foi dominando em surdina as conversas sobre as relações entre Estados Unidos e o Reino Unido. Houve quem dissesse que, depois de estar em Hamburgo, Alemanha, para a cimeira do G20, na semana passada, Trump podia fazer uma visita ao Reino Unido.

Não aconteceu. E, agora, o governo de Theresa May confirma que uma visita de estado, oficial, do presidente norte-americano, não deverá acontecer antes de 2018. Todavia, explica o Guardian, não é de descartar a hipótese de uma visita sem a cortesia de estado a Londres, caso Trump venha à Europa por quaisquer outras razões.

Visita contestada

“Não há planos para uma visita. Mas os planos de viagem [de Trump] são um assunto dele”. Foi esta declaração, de um auxiliar do partido conservador de Theresa May, que espoletou os planos de protesto. O local da manifestação? Um campo de golfe de Trump, na Escócia.

Explica o jornal britânico que o governo de May teria sido avisado de uma visita de Trump a Turnberry, um dos dois campos de golfe que o presidente e empresário norte-americano detém na Escócia, entre o G20, em Hamburgo, e o dia da Bastilha, em Paris, no próximo dia 14 de julho.

Porém, Donald Trump terá dito que não iria ao Reino Unido caso os tais protestos em grande escala que se alinhavam se realizassem. E tê-lo-á dito a Theresa May pelo telefone, em junho: não há visita de estado enquanto os britânicos não apoiarem a ida do líder norte-americano a terras de Sua Majestade.

E por falar em majestade, note-se que Isabel II, a rainha, não falou de nenhuma visita de Trump no discurso também do mês passado. Tradicionalmente, o discurso que abre o parlamento (depois das eleições) dá conta de todas as visitas de estado que já estejam agendadas para a legislatura. A rainha britânica está ansiosa pela visita dos reis de Espanha, mas não falou de Trump.

A primeira visita e o convite

Theresa May foi a primeira líder estrangeira a visitar o recém-empossado presidente dos Estados Unidos. Sete dias depois da tomada de posse, lá estava a primeira-ministra britânica na Casa Branca, a convidar Donald Trump para uma visita ao Reino Unido.

Numa conferência de imprensa, explica o Guardian, o convite vinha também de Isabel II e era extensível à primeira-dama, Melania Trump, para uma visita de estado até ao final deste ano. E mais: May estava “encantada por o presidente aceitar o convite”.

Quem não ficou encantado foi o presidente da câmara de Londres, Sadiq Khan, que pediu ao governo britânico para cancelar o convite depois de Donald Trump ter criticado a forma como a autarquia londrina geriu o ataque terrorista na London Bridge, no início do mês passado. Não foi o único, conta o jornal, acrescentando que “o convite foi amplamente criticado” no país.

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