1 de dezembro, Dia Mundial da Luta contra a SIDA

2021, 40 anos desde que os primeiros casos conhecidos desta doença foram notificados nos Estados Unidos

Em 2019, de 1 de janeiro a 31 de dezembro, Portugal registou 711 casos de VIH/SIDA, menos 331 do que em 2018. E em 2020? Não se sabe.

Portugal desconhece quantos novos casos surgiram no ano passado. O relatório sobre a evolução da doença deveria ter sido divulgado hoje, mas faltam dados. A Direção-Geral da Saúde e o Instituto Ricardo Jorge justificam a ausência com a pandemia.

As autoridades de saúde explicam que a pandemia de Covid-19 em Portugal determinou “a necessidade de desenvolvimento, atualização e gestão de múltiplas ferramentas de monitorização das suas várias dimensões, o que resultou no desvio dos recursos disponíveis, à semelhança do que se verificou noutros setores envolvidos na resposta à pandemia” em Portugal e noutros países.

O que fica por saber? "Não sabemos se foi afetada a capacidade diagnóstica, não sabemos se foi afetado o tempo de acesso às consultas e aos tratamentos e quais foram os resultados alcançados nos tratamentos. E é exatamente isto que precisamos de saber", conta ao DN Margarida Tavares.

Na mesma entrevista, a diretora do programa de saúde prioritário para a área das Infeções Sexualmente Transmissíveis e do VIH explica que "Portugal tem vindo, de uma forma geral, a evoluir numa trajetória favorável em todos os indicadores" monitorizados. No entanto, acrescenta, "o meu receio é que possamos ter aumentado a incidência ou na população ou nos grupos que estão mais expostos ao risco".

"Receio que possamos ter aumentado a dificuldade no diagnóstico, atrasando-o, que possamos ter reduzido o acesso ao tratamento e a referenciação dos doentes aos cuidados de saúde (...) O meu receio é que alguns destes avanços e das melhorias que tínhamos alcançado e que vínhamos a perseguir, umas a um ritmo mais acelerado, outras menos, tenham sido comprometidas. Por outro lado, receio ainda que o estigma, a discriminação, a desigualdade se tenha agravado com a pandemia."

Só em abril de 2022, data apontada para a publicação do relatório, se saberá se estes receios se confirmam.

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