A sentença foi lida hoje num tribunal de Brooklyn, Nova Iorque, nos Estados Unidos, na presença da mulher do agora condenado, Emma Coronel Aispuro.

Os advogados do narcotraficante mais poderoso desde o fim do ‘reinado’ do colombiano Pablo Escobar, em 1993, já anunciaram que vão recorrer da sentença.

Em fevereiro deste ano, ao sexto dia de deliberações de um julgamento que durou onze semanas, o narcotraficante tinha sido considerado culpado de ter dirigido, entre 1989 e 2014, o cartel de Sinaloa, que enviou para os Estados Unidos mais de 154 toneladas de cocaína e grandes quantidades de heroína, metanfetaminas e marijuana.

O julgamento do mediático líder do cartel mexicano de Sinaloa começou em novembro passado e terminou a 1 de fevereiro, depois de o Ministério público e a defesa de ‘El Chapo’ terem apresentado os respetivos argumentos finais.

Esta quarta-feira, momentos antes da leitura da sentença, Guzman, de 62 anos, disse que lhe foi negado um julgamento justo, alegando que o juiz, Brian Cogan, não investigou completamente as alegações de má conduta do jurado, noticia a agência Associated Press.

"Quando fui extraditado para os Estados Unidos, esperava ter um julgamento justo, mas o que aconteceu foi exatamente o oposto", sublinhou no tribunal, numa intervenção com direito a intérprete.

"El Chapo" reclamou ainda das condições em que tem estado detido em Nova Iorque.

Preso pela primeira vez na Guatemala, em 1993, e após ser condenado a 21 anos de prisão, Guzmán escapou em 2001 de uma penitenciária de alta segurança de Puente Grande (estado de Jalisco).

Após 13 anos em fuga, foi capturado em 2014, mas escapou um ano mais tarde de uma prisão de máxima segurança de Altiplano, perto da Cidade do México, através de um túnel com 1,5 quilómetros.

Em janeiro de 2016, e após várias tentativas, o Presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, anunciou finalmente a captura de “El Chapo”.

Um ano mais tarde, o suspeito foi extraditado para os Estados Unidos.

*Com agências

(Última atualização às 16h14)

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