"Na última cimeira luso-espanhola foi assinado um acordo sobre quais eram as ligações transfronteiriças prioritárias e, neste momento, a Espanha não considera essa ligação prioritária", referiu o líder socialista e primeiro-ministro aos jornalistas.

A Linha do Douro termina atualmente na estação do Pocinho, mas até 1988 prosseguia até Barca D`Alva, junto à fronteira, assegurando uma ligação internacional com Espanha.

Falando hoje na estação ferroviária de Paredes, na Linha do Douro, quando participava numa ação de pré-campanha do PS, no âmbito da qual viajou de comboio a partir de Marco de Canaveses, o líder do PS disse ser "indiscutível o interesse turístico dessa linha [prolongar a linha do Douro do Pocinho até Barca D`Alva] e o potencial que pode ter também de desenvolvimento económico".

Insistiu, porém, que se trata de "uma avaliação" que se tem de "fazer em conjunto com a Espanha".

"Aquilo que ficou aprovado na Assembleia da República [no âmbito do Plano Nacional de Infraestruturas] é a eletrificação até ao Pocinho. A questão da extensão a Barca D`Alva implica uma negociação com Espanha", reforçou.

António Costa recordou que este ano não foi possível realizar a cimeira luso-espanhola devido à instabilidade política no país vizinho, mas disse haver interesse em voltar a discutir o assunto.

"Em relação à Linha do Douro, Espanha não tem manifestado grande interesse nessa ligação, mas é um trabalho que temos de continuar a fazer", acrescentou, rematando:

"Consideramos que é da maior importância para o desenvolvimento das regiões transfronteiriças e do interior em geral reforçar as ligações entre Portugal e Espanha de forma a que possamos aproveitar melhor a unidade do mercado ibérico".

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