Numa publicação no Facebook, Rodrigues dos Santos afirmou que o partido “é maior do que qualquer resultado eleitoral” e precisa de “se reencontrar consigo próprio, assumir valores constantes, razões agregadoras e causas consequentes”.

“A solução de futuro do CDS será invariavelmente a de grande casa das direitas, onde a razão da coabitação não poderá nunca ser o jogo de espelhos em busca das diferenças, mas a construção de um teto comum debaixo do qual todas se sintam representadas”, lê-se ainda na publicação.

As ideias do líder da JP para o CDS passam por ser “um partido com identidade, sem ser identitarista”, “popular, renunciando ao populismo”, “previsível, escusando-se à indiferença”, “reformista, e não meramente melhorista”, “social, atacando o socialismo”, “sensato, em contraponto ao que é radical”, “doutrinário, mas não dogmático”, “com políticas, a par de propostas concretas”.

E defendeu ainda que todos têm o “dever de lutar, não de fugir”, apontando como “único rumo seguro procurar estar certo, rejeitando concessões, sem temer fazer ou dizer” aquilo em que se acredita.

Francisco Rodrigues dos Santos é líder da JP, foi segundo na lista do partido pelo Porto, mas não foi eleito deputado à Assembleia da República.

Nas eleições de domingo, ganhas pelo PS com maioria relativa, os centristas obtiveram 4,25% dos votos, o grupo parlamentar passou de 18 para cinco deputados e a líder do partido demitiu-se do cargo, convocando um congresso antecipado.

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