No Brasil estavam agendadas pelo menos 60 manifestações em cidades como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre, Vitória, Florianópolis, Belo Horizonte, Salvador, Natal, João Pessoa, Recife, Fortaleza, Aracaju, Palmas, Campo Grande, Manaus, Belém e Cuiabá.

Em São Paulo, a concentração de manifestantes começou no Largo da Batata, ao início da tarde. No Rio, centenas de pessoas concentram-se na Cinelândia, região central da cidade.

Já em Minas Gerais as pessoas escolheram a Praça da Sete para se unirem em protesto e entoaram canções com palavras de ordem contra o candidato, segundo o jornal Estadão.

"Nem fraquejada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar", dizia uma das músicas.

Com uma organização predominantemente do sexo feminino, muitos homens também se juntaram aos protestos.

Eleições no Brasil. Candidatos presidenciais presentes em protestos contra Bolsonaro
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Em vários países europeus também foram organizados protestos, nomeadamente em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Suíça. As líderes do movimento afirmam que a campanha é para alertar a população sobre os ideais do candidato da extrema-direita, considerados pelos participantes como "fascistas e machistas".

Neste momento, Bolsonaro lidera as sondagens com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, com 22%.

Considerado uma pessoa polémica, que desperta paixões, ódios e controvérsia, Bolsonaro já foi condenado por injúria e apologia ao crime de violação após ter afirmado publicamente que uma colega parlamentar não merecia ser violada porque era muito feia.

A ofensa foi proferida contra a deputada Maria do Rosário no final de uma sessão na câmara baixa do Parlamento brasileiro, em 2003, quando, após uma discussão, Bolsonaro declarou que a deputada não merecia ser violada: “porque ela é muito feia, não faz meu género, jamais a violaria. Eu não sou violador, mas, se fosse, não iria violar porque não merece”.

Bolsonaro também foi acusado pela Procuradoria-Geral do Brasil de praticar o crime de racismo, em 2016, quando comparou descendentes de negros africanos que fugiram antes da abolição da escravidão e vivem em comunidades rurais demarcadas no interior do Brasil com animais.

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