À margem de uma visita à adega cooperativa regional de Monção, no distrito de Viana do Castelo, o presidente do PSD disse ter “a certeza, pelo pouco” que viu, que a conferência de imprensa de Mário Centeno, que decorreu hoje na sede do PS, teria objetivo de “confundir completamente os portugueses”.

“Na minha leitura, o dr. António Costa baralha os números porque não os domina, o dr. Mário Centeno domina-os mas baralha propositadamente para enganar as pessoas”, vincou.

O PS convocou para hoje uma conferência de imprensa com Mário Centeno, na sede do PS, em Lisboa, sobre “o cenário macro e orçamental subjacente ao programa eleitoral do Partido Social Democrata”.

Para Rui Rio, é “lamentável que alguém que, apesar de tudo, é o ministro das Finanças e se deve comportar tecnicamente acima de qualquer suspeita, baralhe os números todos de forma absolutamente ridícula”.

Mas as críticas feitas hoje pelo líder do PSD atingiram também o primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa.

“Eu ouvi, por exemplo, o primeiro-ministro ontem [domingo] dizer que nós queremos baixar a carga fiscal em 3,7 mil milhões de euros e, ainda assim, a receita fiscal cresce dois mil milhões de euros. Está completamente fora dos números, não tem noção nenhuma do que está a dizer”, sustentou.

Pelas contas de Rio, se a carga fiscal for baixada em 3,7 mil milhões de euros, a receita fiscal “não sobe dois, sobe 5,4” mil milhões.

Então, na ótica do líder social-democrata, também o socialista “confunde as pessoas desta maneira”.

“As pessoas não têm noção disto mas o que é verdade é que ele também não tem noção”, assinalou, criticando que António Costa “não está dentro dos números minimamente”.

O ministro Mário Centeno, candidato a deputado pelo PS, mostrou-se hoje disponível para debater com o presidente do PSD as previsões macroeconómicas dos programas eleitorais dos dois partidos.

"Se houver algum candidato a deputado do PSD, em particular o Dr. Rui Rio, que queira debater estas questões comigo, não terei nenhuma dificuldade em fazê-lo", disse Mário Centeno aos jornalistas na sede do PS, no largo do Rato, em Lisboa.

O ministro disse também que Rui Rio confunde "o sucesso da economia portuguesa com o Partido Socialista", em resposta às afirmações do líder do PSD, que disse no domingo que "há uma grande confusão" entre Mário Centeno ministro e Mário Centeno deputado.

Centeno considerou também que o PSD tem 4.750 milhões de euros por explicar no seu programa eleitoral, acrescentando que há propostas "materialmente impossíveis" no cenário social-democrata e que o programa económico do PSD levará "à instabilidade das políticas económicas".

Em resposta, o líder social-democrata anunciou que “o professor Joaquim Sarmento vai, daqui por pouco tempo” comentar “ponto a ponto aquilo que o professor Mário Centeno disse”, antecipando que, enquanto professor de finanças públicas, o porta-voz social-democrata para essa área vai dar uma aula” a Centeno “para ele saber ler o quadro macroeconómico do PSD”.

Questionado também sobre as declarações do líder socialista - que disse que aqueles que querem um Governo sem o PS têm "muitas alternativas", desejando "que possam ir rio abaixo" à procura de uma alternativa que acreditem que fará melhor do que o PS -, Rio riu-se e respondeu que a alternativa para o PSD “é rio acima”.

“A campanha eleitoral tem estes ‘faits-divers’ e não tem problema nenhum. Um momento em que [Costa] quis ter piada, pronto, quem acha graça ri-se, quem não acha não ri ou sorri, não tem problema nenhum isso”, apontou.

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