O secretário-geral da ONU visitou esta sexta-feira a cidade ucraniana de Odessa, cujo porto está a ser utilizado para a exportação de cereais ucranianos. Recorde-se que o acordo para que tal fosse possível foi impulsionado pela ONU e pela Turquia.

"É muito emocionante para mim estar aqui hoje, em Odessa, e ver trigo ser carregado para um navio", disse. Contudo, lembrou também que é triste "olhar para este magnífico porto e ver os terminais praticamente vazios".

No futuro, António Guterres espera que Odessa volte a ter um "porto vibrante com atividade, com todos os terminais em pleno funcionamento".

Para já, depois do acordo, "em menos de um mês, 25 navios partiram de Odessa e outros portos, carregados com cereais e outros produtos — e há mais a caminho".

Falando em conferência de imprensa após uma visita ao Porto de Odessa, Guterres afirmou que aquilo que se vê neste local é “apenas a parte visível da solução” para a crise alimentar e de preços, numa alusão à iniciativa de libertação de cereais retidos pela guerra na Ucrânia através do Mar Nego.

A outra parte é “desimpedir o acesso ao mercado global de alimentos e fertilizantes russos que não estejam sob sanções”, prosseguiu, apelando a todos os governos e setor privado para que contribuam para este objetivo.

“Sem fertilizantes em 2022, pode não haver comida suficiente em 2023”, declarou, acompanhado pelo ministro das Infraestruturas ucraniano, Olexander Kubrakov.

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