A embaixada francesa na capital do Burkina Faso, Ouagadougou disse esta sexta-feira estar a ser alvo de ataque. Numa nota divulgada na rede social Facebook, a embaixada diz que tanto a representação diplomática como o Instituto Francês estão sob ataque e pedem aos cidadãos para se manterem escondidos onde estão.

De acordo com funcionários da televisão nacional do Burkina Faso (RTB), cujos escritórios estão próximos da embaixada francesa, cinco homens armados saíram de uma carrinha enquanto gritavam “allah-u-akbar” (“Alá é grande”), antes de dispararem e incendiarem o veículo.

A RTB refere um “fogo intenso na Embaixada francesa” e que os atacantes “começaram a disparar sobre os militares da polícia à sua chegada”.

A polícia pediu aos cidadãos que evitem ao máximo o acesso às zonas afetadas pelo ataque enquanto as forças especiais “estão em ação”, um apelo partilhado pelo embaixador francês no país, Xavier Lapdecab.

Num comunicado, as forças de segurança confirmaram que o ataque decorreu nas redondezas de uma zona onde se encontram vários Ministérios (como Negócios Estrangeiros e Economia) e Embaixadas (Bélgica e Dinamarca).

Outros relatos apontam para vários “ataques simultâneos” nas instalações do Instituto Francês e do Exército, onde “fumo intenso” e várias explosões foram verificadas.

À agência noticiosa espanhola EFE, o diretor geral da Polícia, Jean Bosco Kienou, considerou que o ataque “tem parecenças com um ataque terrorista”.

As autoridades francesas estão em alerta e o gabinete do Presidente francês, Emmanuel Macron, refere que Paris está atento à situação.

A ofensiva acontece três meses após a visita de Macron à antiga colónia francesa.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros francês não quis confirmar que a Embaixada francesa ou o Instituto Francês tenham sido os alvos do ataque.

Nos últimos anos, Ouagadougou foi palco de ataques extremistas contra locais frequentados por ocidentais.

Nos últimos anos, a capital do Burkina Faso foi alvo frequente de vários atentados de autoria ‘jihadista’, apontados a lugares representativos do Estado (como escolas e esquadras) ou frequentados por ocidentais.

De acordo com os dados mais recentes do Governo burquinabês, mais de 70 pessoas morreram desde 2015 devido a ataques promovidos por grupos ‘jihadistas’.

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