A nomeação de Adib, de 48 anos, ocorre poucas horas antes da chegada ao Líbano do Presidente francês, Emmanuel Macron, que exortou os líderes libaneses a formarem rapidamente um "governo de missão”, executivo esse que terá como meta ultrapassar a crise económica e política que afeta o país.

Nas primeiras declarações que proferiu após a nomeação, Mustapha Adib – que foi a escolha do Movimento Futuro, o partido sunita do ex-primeiro-ministro Saad al-Hariri, para suceder na liderança do Governo ao demissionário Hassan Diab – comprometeu-se a formar “em tempo recorde” uma equipa ministerial composta por “especialistas” e pessoas "competentes", que serão responsáveis pela aplicação de "reformas” há muito esperadas pelos libaneses.

“A tarefa que aceitei baseia-se no facto de todas as forças políticas (...) estarem conscientes da necessidade de formar um Governo em tempo recorde e de começar a aplicar reformas, a começar por um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI)”, afirmou Mustapha Adib, num discurso transmitido pela televisão.

O Governo do primeiro-ministro Hassan Diab demitiu-se a 10 de agosto, menos de uma semana depois da tragédia do dia 04 de agosto, quando 2.750 toneladas de nitrato de amónio explodiram no porto de Beirute, causando mais de 180 mortos, quase 6.000 feridos e perto de 300.000 desalojados.

A tragédia aconteceu numa altura em que o Líbano vive a sua pior crise económica e financeira em décadas.

Os doadores internacionais disseram que não ajudarão o pequeno país antes de serem feitas reformas.

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