“Para 2022 prevemos a construção do Parque do Mercado do Lumiar, para 2024 o Pátio das Sedas, que é um parque que fica na freguesia de Campo de Ourique, e, depois, para 2025 o Parque Bensaúde, Maria da Fonte, Alto de São João e Pontinha Norte, este último é aquele que será o grande parque dissuasor, que é junto da futura Feira Popular e que será um parque que albergará um número significativo de veículos, na ordem dos 1.800 lugares”, afirmou o presidente da EMEL, Luís Natal Marques.

No âmbito de uma audição sobre o orçamento municipal para 2022, realizada por videoconferência, com os deputados da Assembleia Municipal de Lisboa, o presidente apresentou o plano de atividades da empresa, em que se prevê “para o mandato de 2022-2025 a criação de seis novos parques de estacionamento, com mais 3.200 lugares”.

Sobre o parque de estacionamento para a Pontinha Norte, Luís Natal Marques disse que surgiram problemas relacionados com a intervenção do Metropolitano nesta zona e com o registo da propriedade dos terrenos, que se localizam também em Odivelas e na Amadora, além de Lisboa, pelo que é necessário que os projetos sejam “triplamente aprovados” pelos municípios.

Relativamente à aplicação do desconto de 50% no estacionamento da EMEL para residentes na capital, medida proposta pelo atual executivo camarário, o presidente da empresa municipal disse que para tal tem de ser alterado o regulamento de estacionamento e é necessário chegar a todas as 24 freguesias da cidade.

“Havendo freguesias em que a EMEL não está, a título de exemplo Marvila e Alcântara, para que se possa dar esse benefício aos residentes de alguma forma temos de estar nas freguesias sob pena de não sabermos quais são os residentes para lhes poder no fim de contas atribuir esse benefício do desconto de 50%”, expôs Luís Natal Marques, referindo que a matrícula tem de estar registada para tal e a medida funcionará através da aplicação móvel ou dos parquímetros.

No âmbito da fiscalização, área que ocupa “praticamente 50% do quadro de pessoal da empresa”, o responsável disse que está prevista a aposta na fiscalização mecânica, com recurso a um ‘scan car’, aguardando autorização das autoridades, inclusive da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).

“É uma falácia e um mito urbano pensar que a EMEL vive das multas, é falso, apenas 5% a 6% daquilo que a EMEL cobra é que tem a ver com contraordenações”, indicou Luís Natal Marques, referindo que a grande fonte de receita tem a ver com os residentes e não residentes que “pagam religiosamente o estacionamento, a maioria das pessoas cumpre com o pagamento”.

O presidente da EMEL disse ainda que a empresa “até perde dinheiro” com as coimas, acrescentando que “os reboques e a gestão dos parques de rebocados são uma ruína para a empresa”.

Em termos de investimento para o período 2022-2025, o valor total previsto pela empresa municipal “aproxima-se dos 58 milhões de euros”, em que os parques de estacionamento absorvem 57%, indicou o responsável, estimando “uma retoma progressiva e moderada” das receitas, após a quebra dos últimos dois anos devido à pandemia de covid-19.

Além dos parques de estacionamento, a EMEL quer continuar a apostar na expansão da rede de bicicletas partilhadas GIRA, que tem 102 estações a funcionar, com 900 bicicletas, prevendo a ativação no primeiro semestre deste ano de 43 estações já instaladas e também este ano 26 que aguardam localização, assim como um crescimento anual de 20 estações até 2025.

Relativamente à rede ciclável, há 39 quilómetros de ciclovia construídos e há 17,5 quilómetros em projeto para executar pela EMEL, adiantou.

Luís Natal Marques destacou ainda o investimento nos carregadores para veículos elétricos, com a meta de ter um em cada parque de estacionamento da EMEL.

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