“Estamos a fazer um primeiro projeto de intercâmbio daquilo que é a Startup Lisboa com a Startup Rio”, cabendo ao município da capital portuguesa “patrocinar a ida de um conjunto de empresários […] por um período de três meses no Rio”, explicou o vice-presidente da autarquia, Duarte Cordeiro.

Falando aos jornalistas na cimeira global de tecnologia Web Summit, que decorre até quinta-feira em Lisboa, o responsável acrescentou que o objetivo é “incentivar a expansão comercial e económica destas empresas no Rio como uma porta de entrada para a América Latina, mas também para ter no Brasil e no Rio um parceiro privilegiado de Portugal”.

“É um programa recíproco porque receberemos, durante três meses, o mesmo número de empresas brasileiras em Portugal”, referiu Duarte Cordeiro, falando numa “coincidência daquilo que são os interesses económicos e sociais da Startup Rio e da Startup Lisboa”.

De acordo com o autarca socialista, o programa “é um bocadinho o Erasmus adaptado aos empreendedores porque o objetivo é diminuir os custos de contexto da internacionalização”.

“Do nosso lado, há uma enorme expectativa, não só em receber, [porque] para nós é muito importante a ideia da internacionalização na perceção de ser atrativos para empresas que se fixem em Lisboa ou que, pelo menos, possam passar temporadas cá, […] mas também é importante ajudar e apoiar a fixação noutros mercados”, sustentou.

A partir de janeiro de 2017, a capital portuguesa receberá, assim, 20 empresas cariocas na Startup Lisboa, enquanto o Rio de Janeiro acolherá 10 empresas portuguesas.

Do lado da Startup Lisboa, a aposta será em empresas da área do digital, da indústria criativa e dos serviços, enquanto a Startup Rio se centrará nos domínios das tecnologias de informação e comunicação, da biotecnologia e da economia criativa (desporto, saúde, turismo e gastronomia).

Também em declarações aos jornalistas, o subsecretário de Estado da Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Otakar Guilherme, salientou que “o Rio de Janeiro está muito feliz de dar este passo”, uma vez que “a Europa vem cada vez mais sendo uma referência”.

Depois de ter tido um programa semelhante para os Estados Unidos, a Startup Rio aposta agora em Portugal “pela facilidade da cultura, da língua, da tradição” e também por existirem “muitas iniciativas similares”.

Otakar Guilherme adiantou que, apesar da situação económica do Brasil, existe um “compromisso de que a internacionalização está garantida”, uma vez que a aposta nas áreas da tecnologia e inovação é uma das medidas do governo regional do Rio de Janeiro para diversificar a economia (além das habituais receitas de petróleo e gás).

A Web Summit de Lisboa, que arrancou na segunda-feira e decorre até quinta-feira, conta com mais de 53.000 participantes, de 166 países, incluindo 15.000 empresas, 7.000 presidentes executivos e 700 investidores.

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