A Escola Básica e Secundária com Pré-escolar e Creche do Porto Moniz, na Madeira, foi o estabelecimento mais bem classificado na prova de Física e Química, segundo uma análise feita pela Lusa tendo por base dados disponibilizados pelo Ministério da Educação relativos aos exames nacionais realizados no ano letivo de 2018/2019.

No entanto, a Madeira é a zona do país com piores resultados a esta disciplina, segundo uma comparação por distritos realizada pela Lusa, em que a região autónoma aparece em último lugar.

No entanto, os dois alunos da secundária de Porto Moniz que prestaram provas a Física e Química destacaram-se ao conseguirem uma média de 16,15 valores, levando a escola a ocupar o 1.º lugar do ‘ranking’ da Lusa, no qual aparecem outras duas escolas públicas entre as 20 mais bem classificadas (no ano passado havia apenas uma).

Os 92 alunos da escola secundária Infanta Dona Maria, em Coimbra, tiveram uma nota média de 13,94 valores, que valeu um 17.º lugar do ‘ranking’, e a Escola Básica e Secundária Henrique Sommer, em Leiria, levou 17 alunos a exame que conseguiram uma média de 13,91 valores, ficando classificados em 18.º lugar.

Coimbra e Leiria são dois dos distritos com melhores médias a esta disciplina, surgindo respetivamente em 1.º e 3.º lugares do ‘ranking’ que compara as 20 regiões.

Num universo de 618 escolas que levaram mais de 26 mil alunos internos a realizar esta prova, "chumbaram" 375, ou seja, 60% dos estabelecimentos de ensino obtiveram uma média abaixo dos 10 valores.

Comparando com o ano anterior houve um agravamento das notas, já que em nos exames de 2018 houve cerca de 45% de escolas com média negativa.

Física e Química foi, no ano passado, a disciplina com a média positiva mais baixa (10,04 valores). A única média negativa foi Filosofia (média de 9,76 valores).

Os cinco distritos com melhores resultados a Física e Química foram Coimbra, Porto, Viseu, Leiria e Viana do Castelo. Já a região Autónoma da Madeira (média 8,24 valores), Bragança e Açores surgem como as regiões com piores médias.

Quatro em cada dez escolas reprovam a Biologia

Com quase 26 mil exames realizados no verão de 2019, as notas desceram ligeiramente, passando de uma média de 10,93 valores para 10,69, segundo uma análise feita pela Lusa a dados do Ministério da Educação.

Num universo de 620 escolas, houve 247 (39,8%) onde a média dos resultados dos seus alunos foi negativa, o que também revela o agravamento das notas, já que no ano anterior sete em cada dez estabelecimentos de ensino tiveram média positiva a Biologia e Geologia.

A lista feita pela Lusa é agora liderada pelo Colégio Cedros, no Porto (média de 16,8 valores), seguindo-se o Colégio de São Francisco de Assis, em Luanda, e a Academia de Santa Cecília, em Lisboa.

Já a Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, é a pública com melhor média (33.º lugar do ‘ranking’ geral), seguindo-se a escola Cunha Rivara, em Arraiolos (36.º lugar do ‘ranking’ geral), e a Clara de Resende, no Porto.

Porto, Coimbra e Braga são os três distritos com melhores desempenhos médios nesta prova.

Já no fundo da tabela surgem as escolas no estrangeiro, onde a média de todos os exames foi de 9,26 valores, seguindo-se o distrito de Portalegre e a Região Autónoma da Madeira.

As raparigas voltaram a ter um melhor desempenho neste exame, com uma média de 10,74 valores contra a média de 10,63 valores dos rapazes, naquela que é uma das mais importantes provas para quem quer seguir cursos superiores na área da Saúde.

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