“Desde 7 de outubro [dia do ataque do Hamas], o Conselho de Segurança tornou-se um conselho de proteção e defesa de Israel”, afirmou Recep Tayyip Erdogan num discurso sobre o 75.º aniversário da Declaração dos Direitos Humanos.

A resolução do Conselho de Segurança recebeu 13 votos a favor, o veto dos Estados Unidos e uma abstenção (Reino Unido).

A votação resultou de uma iniciativa inédita do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao ter invocado o artigo 99.º da Carta das Nações Unidas.

O artigo em causa permite ao secretário-geral chamar a atenção do Conselho de Segurança para uma questão que pode pôr em perigo a paz e a segurança internacionais.

“Será isto justiça?”, questionou Erdogan, reafirmando que “o mundo é maior do que cinco”, numa alusão aos membros permanentes do Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).

“Hoje em dia, o local onde a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU é flagrantemente violada é Gaza e os territórios palestinianos ocupados” afirmou, segundo a agência turca Anadolu.

Erdogan disse que a islamofobia e a xenofobia, que atribuiu às sociedades ocidentais, estão no topo das ameaças aos direitos humanos.

“O grupo mais vitimado por práticas xenófobas, racistas, discriminatórias e fascistas é, sem dúvida, o dos muçulmanos, que constituem a maioria dos imigrantes”, afirmou.

Disse também que os conceitos de terrorista e de terrorismo são atribuídos ao Islão.

“Tornou-se um disfarce para atacar muçulmanos, insultar muçulmanos e massacrar inocentes”, declarou.

O líder turco afirmou ainda que pode haver um mundo justo, “mas não com a América”, que disse estar ao lado de Israel.

A resolução da ONU foi apresentada mais de dois meses após o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em Israel, em 7 de outubro, que, segundo as autoridades israelitas, matou 1.200 pessoas.

Os bombardeamentos de retaliação israelitas na Faixa de Gaza, onde o Hamas tomou o poder em 2007, mataram cerca de 17.500 pessoas, de acordo com o grupo islamita.

Israel considera o Hamas como uma organização terrorista.

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