Com as matrículas para as escolas ‘online’, os encarregados de educação têm-se deparado do problemas para aceder ao Portal das Matrículas, a plataforma do governo para o efeito. Em quatro dias, o ‘Portal da Queixa’ recebeu 133 reclamações dirigidas ao ministério da Educação e Ciência (MEC) em apenas quatro dias.

Segundo os dados do ‘Portal da Queixa’, este é “um aumento muito significativo quando comparado com o total de queixas relacionado com o mesmo tema, em 2019, onde foram registadas 85 reclamações”. No total do ano, o MEC soma assim 251 reclamações (contadas até ao dia 2 de julho), “relacionadas com vários motivos”.

Este valor representa um aumento de 83% em relação ao mesmo período no ano passado.

O prazo para as matrículas no pré-escolar e 1.º ano terminou na quarta-feira, mas as renovações de matrícula podem ser feitas até 12 de julho, esclareceu hoje o Ministério da Educação. O esclarecimento da tutela surge no seguimento de dificuldades no acesso à plataforma ‘online’ em que são feitas as inscrições, que têm vindo a ser relatadas por encarregados de educação nos últimos dois dias.

Na terça-feira, o MEC tinha já prolongado por mais 24 horas o prazo das matrículas para os alunos do 1.º ano, devido a atrasos e problemas de funcionamento do Portal das Matrículas, que chegou a estar durante várias horas inativo.

Apesar das reclamações, o Ministério da Educação e da Ciência apresenta uma taxa de resposta de apenas 8.7% e 9.9% de taxa de solução no ‘Portal da Queixa’, “deixando os consumidores na maioria das vezes, sem qualquer tipo de resposta”, revela ainda a plataforma que se identifica como “a maior rede social de consumidores de Portugal”.

“São indicadores muito diferentes de outras entidades públicas, como é o caso do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), que apresenta um taxa de resposta de 100% e 99.4% de solução, assim como do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), com uma taxa de resposta de 99.8% e 94.9% de solução”, refere a organização, numa nota de imprensa.

“Infelizmente, todos os anos, temos vindo a receber relatos de experiências negativas na utilização dos canais digitais do Estado, através das reclamações que recebemos dos cidadãos portugueses”, conta Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa.

“Em épocas sazonais como esta ou do acesso aos livros escolares, por via do MEGA, as plataformas afetas à educação, manifestam muitas fragilidades na gestão do tráfego inerente ao número de pais que necessitam, por obrigação, de utilizá-las. Como plataforma digital, entendemos as dificuldades associadas à manutenção e desenvolvimento que permitam uma navegação segura e capaz, contudo sabemos que é possível a execução da mesma com o sucesso expectável."

Segundo o gabinete do Ministério da Educação, o ‘Portal das Matrículas’ registou um “afluxo extraordinário de acessos” na segunda-feira, véspera do prazo em que terminariam as matrículas para o pré-escolar e 1.º ano, apesar de 94% dos alunos destes anos já estarem inscritos.

Aqueles que não conseguiram completar a inscrição no pré-escolar e 1.º ciclo dentro do prazo previsto poderão fazê-lo presencialmente, na secretaria das escolas, refere ainda a tutela, explicando que, à semelhança de anos anteriores, essas matrículas serão aceites.

No último dia disponível para estes alunos se inscreverem ‘online’ “a quase totalidade dos acessos registados foi já para renovações quando, neste caso, o prazo apenas termina a 12 de julho — as renovações do 2.º ao 12.º anos decorrem de 26 de junho a 12 de julho”, refere a tutela numa nota enviada à Lusa nesta quarta-feira, dia em que o pico de transações por segundo atingiu as 90 mil.

O lembrete sobre o prazo para as renovações de matrícula está também em destaque no Portal das Matrículas para “dissipar eventuais dúvidas existentes, permitindo acessos mais espaçados” até ao final do período de inscrições, acrescenta o MEC.

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