As 12 duplas (24 pessoas) incluem "pessoas das áreas das telecomunicações e dos media", disse uma das fontes contactadas, sem adiantar mais pormenores.

Até ao momento a Lusa conseguiu confirmar duas candidaturas: a de Fernando Lopes/Adriano Prates e de Carlos Veloso/Isabel Damásio.

Contactado pela Lusa, Fernando Lopes, ex-diretor de marketing e vendas da Cabovisão, que esteve na McKinsey e na Media Capital, confirmou a sua candidatura em conjunto com Adriano Prates, que foi diretor de marketing e vendas da EDP Comercial, liderou áreas de negócio da antiga Zon Multimédia (atual NOS) e foi consultor de estratégia na McKinsey.

Também Isabel Damásio, antiga jornalista da RTP e atual professora da Universidade Autónoma, a fazer um doutoramento no ISCTE, confirmou também à Lusa que estava na corrida, em conjunto com Carlos Veloso, antigo presidente da RTC (Rádiotelevisão Comercial).

Entre os vários nomes apontados como candidatos à administração da RTP está o presidente da Lusa, Nicolau Santos, em parceria com Hugo Figueiredo, administrador da RTP para a área dos conteúdos.

Contactado pela Lusa, Nicolau Santos escusou-se a fazer comentários, tal como Pedro Mota Carmo, também um dos nomes que tem sido avançado nos media, em parceria com Maria Mineiro, vice-presidente do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

Mota Carmo foi presidente executivo da NOS Lusomundo Cinemas, tendo passado pela Sport TV, PT e TV Cabo.

Outra das duplas que apresentou candidatura, de acordo com os media, é a do jornalista Sérgio Figueiredo, ex-diretor de informação da TVI, e de Ricardo Monteiro (ex-Havas).

A Lusa tentou contactar Sérgio Figueiredo para confirmar a informação, mas até ao momento não foi possível.

Também o antigo presidente do Conselho de Opinião da RTP, Manuel Coelho da Silva, terá apresentado candidatura, desconhecendo-se com que parceria, mas até ao momento não foi possível confirmar.

De acordo com fontes ligadas ao processo, metade das candidaturas foram espontâneas e as restantes terão sido convidadas a participar no processo de seleção da nova administração da RTP.

Nesta fase serão apenas escolhidos dois membros, sendo que o terceiro - com o pelouro financeiro - tem parecer vinculativo das Finanças.

Os candidatos, que tiveram de apresentar um Projeto Estratégico, deverão ser entrevistados pela empresa especializada no recrutamento de executivos Boyden, a qual dará a sua opinião do ponto de vista da gestão.

O Conselho Geral Independente (CGI) irá igualmente entrevistar os candidatos, o que deverá resultar, posteriormente, numa 'short-list'.

Embora não haja um prazo formal para o anúncio da escolha dos nomes, fontes ligadas ao processo apontam como "horizonte o final de março".

O presidente do CGI, José Carlos Vieira de Andrade, tem voto de qualidade, no caso de empate.

O CGI é composto por seis elementos - cinco vogais e um presidente - e nenhuma deliberação do órgão pode ser aprovada com menos de três votos.

O órgão que supervisiona e fiscaliza a ação do Conselho de Administração da RTP é composto, além do professor catedrático José Carlos Vieira de Andrade, pela também professora catedrática Helena Sousa, o diplomata Francisco Seixas da Costa, o professor e antigo membro do Conselho Regulador da ERC Arons de Carvalho, a antiga ministra e presidente do Conselho de Administração da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, e a antiga jornalista da RTP e ex-vereadora da câmara do Porto Manuela Melo.

Há um mês, em audição no parlamento, o presidente do CGI afirmou que o processo de seleção prévia de candidatos à administração da RTP visa "escolher os melhores possíveis" para aquele órgão.

"A ideia é escolher os melhores possíveis entre as pessoas que estejam interessadas e que realmente tenham essas capacidades" - de gestão, de liderança e com capacidade de enfrentar o futuro, afirmou o presidente do CGI, órgão que tem entre as suas competências escolher o Conselho de Administração da RTP.

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