A autora de “Rosa, minha irmã Rosa” foi distinguida pelo seu “estilo pessoal que transcende gerações e culturas”, assim como pela “grande qualidade literária e diversidade em sua obra”, como se lê no comunicado hoje divulgado pela fundação iberoamericana dedicada à educação, e na página do prémio, na Internet.

Pedro Mexia junta-se ao É Desta Que Leio Isto no próximo encontro, marcado para dia 19 de outubro, pelas 21h00.

Poeta e crítico literário, escolheu para a conversa no clube de leitura o livro "A Terra Devastada", de T. S. Eliot.

Para se inscrever no encontro basta preencher o formulário que se encontra neste link. No dia do encontro receberá um e-mail com todas as instruções para se juntar à conversa.

Pedro Mexia, da poesia às traduções

Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972, e licenciou‑se em Direito pela Universidade Católica. Escreveu crítica literária e crónicas para os jornais Diário de Notícias e Público e também faz traduções; atualmente colabora com o semanário Expresso. Além disso, é um dos membros do "Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer" (SIC Notícias) e mantém, com Inês Meneses, o programa PBX. Foi subdiretor e diretor interino da Cinemateca.

T.S. Eliot e "A Terra Devastada"

A estreia de T. S. Eliot na poesia deu-se em 1915, na revista Poetry, de Chicago, onde saiu um dos seus mais famosos poemas, The Love Song of J. Alfred Prufrock. Este e outros poemas constituíram, em 1917, o seu primeiro livro

Em 1922 surgiu o poema The Waste Land — "A Terra Devastada", na tradução em português —, considerado um dos mais belos e mais importantes poemas do Modernismo.  O tema de The Waste Land é a decadência e fragmentação da cultura ocidental, concebida imaginativamente por analogia com o fim de um ciclo de fertilidade natural. O poema divide-se em cinco partes, que não obedecem a uma sequência lógica, e estende-se por 433 versos. A justaposição de símbolos, imagens, ritmos, citações e sequências temporais, contribuem para a dimensão épica do poema e reforçam a sua coerência artística.

Alice Vieira “constrói de forma verosímil personagens infantis e juvenis cativantes, com sentimentos profundos e complexos”, acrescenta o júri, destacando a capacidade de a autora “perceber e interpretar o mundo interior de crianças e adolescentes”, através de uma “observação apurada dos pormenores da vida quotidiana”, e o modo como assim consegue “transformar uma história local em universal”.

O júri do prémio foi constituído por Juana Inés Dehesa Christlieb, da Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI), Freddy Gonçalves da Silva, do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (CERLALC), Alicia Espinosa de los Monteros, pelo Conselho Internacional de Livros para Jovens (IBBY México), Rodrigo Morlesin, da secção mexicana da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), e por Teresa Tellechea Mora, em representação da Fundação SM.

A escritora portuguesa foi escolhida entre 14 finalistas. Este ano o prémio recebeu candidaturas de autores provenientes da Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal e Uruguai.

Alice Vieira é a primeira autora portuguesa distinguida pelo prémio que reconhece “a trajetória de escritores iberoamericanos” de literatura infantil e juvenil.

O Prémio Iberoamericano SM de Literatura Infantil e Juvenil, tem o valor de 30 mil dólares (cerca de 28 mil euros) e é atribuído pela Fundação SM em colaboração com a UNESCO, o IBBY, Centro Regional de Fomento do Livro na América Latina e no Caribe e a Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação Ciência e Cultura, com a colaboração da Feira Internacional do Livro de Guadalajara, no México.

A entrega do prémio a Alice Vieira está marcada para o próximo dia 28 de novembro, durante a Feira de Guadalajara.

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