Durante o debate sobre o estado da nação, no parlamento, Heloísa Apolónia deu vários exemplos, como o aumento da despesa na Defesa e a recusa em responder às exigências dos professores para que seja contado o tempo de congelamento das carreiras.

Resumindo: o Governo diz que “não tem dinheiro para os professores”, quando se trata de “uma ninharia” quando comparado com o aumento previsto nos próximos anos para o orçamento da Defesa.

A deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) começou a sua intervenção a dar um conselho ao ministro dos Negócios Estrangeiro, Augusto Santos Silva, sentado ao lado do primeiro-ministro na bancada do Governo.

“Que se preocupe mais com os problemas dos portugueses e faça menos futurologia”, afirmou, numa referência à entrevista de Santos Silva ao Público e à Rádio Renascença em que defendeu um maior comprometimento dos partidos de esquerda na política externa e europeia num eventual novo acordo.

E depois referiu-se ao facto de António Costa elogiar medidas do Governo ou da maioria que, segundo a deputada do PEV, tiveram influência dos parceiros de esquerda e que o PS não tomaria se estivesse sozinho no executivo.

“O PS foi mais longe do que aquilo que o PS sozinho conseguiria fazer. É muito importante que o Governo nos oiça, nos continue a ouvir”, disse.

A deputada do PEV anotou o discurso do primeiro-ministro de “pôr um pezinho no travão” e defender prudência nas medidas, dando o exemplo da folga no défice que poderia ter sido usada no investimento.

Usando também uma metáfora automobilística, Antónia Costa confirmou a tese da prudência, ao dizer que, “numa autoestrada, apesar de se poder circular a 120 km/h, nem sempre se pode ir a 120 km/h”.

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