O IHRU, a entidade pública que gere o parque habitacional do Estado, tem actualmente 12.941 casas arrendadas e o valor anual das rendas emitidas atinge os 15 milhões de euros, disse ao SAPO24 o Ministério da Habitação.

Do total das fracções habitacionais arrendadas, segundo o instituto, 11.290 são de habitação social e 1.651 de rendas acessíveis.

Os 15 milhões de euros estão "em média com os valores dos últimos quatro anos", com "uma variação desde 2019 de cerca de 150 mil euros".

O valor das rendas em atraso, contudo, continua no segredo dos deuses. O IHRU prefere não revelar o número, que "varia em função de pagamentos voluntários ou decorrentes de decisões judiciais e que inclui as situações com acordos de regularização de dívida em curso", justifica.

Se houve um tempo em que estes dados eram divulgados, assim como o número de casas devolutas ou de imóveis ocupados ilegalmente, actualmente o site não publica qualquer informação a este respeito, como é visível aqui.

Recentemente, Victor Reis, anterior presidente do IHRU e co-autor do estudo “O mercado imobiliário em Portugal”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, disse ao SAPO24 que o valor das rendas em atraso deverá rondar os 100 milhões de euros.

O que torna mais pertinente a pergunta colocada por muitos: como é que o Estado se propõe a tomar conta da casa dos outros quando não é capaz de tomar conta das suas.

Estes números dizem respeito apenas ao parque habitacional gerido pelo IHRU (Estado central), o que deixa de fora, por exemplo, todo o parque habitacional gerido directa ou indirectamente pelas câmaras municipais (Estado local).

Em Dezembro de 2022 o valor médio global das rendas em Portugal era de 1.585 euros, 519 euros acima do preço de 2021. Os distritos mais caros eram então Lisboa (com um renda média de 2.000 euros), Porto, Évora, Setúbal e Madeira.

Segundo o Instituto Nacional de Estatística o preço do m2 para arrendamento estava nos 13,9 € em Abril deste ano, mais 5,5% do que em Janeiro de 2023 e mais 25,1% do que em Abril do ano passado.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.