“Estamos a assistir a uma disseminação muito rápida de casos nos EUA”, disse hoje Margaret Harris, porta-voz da OMS, numa conferência de Imprensa, em Genebra, no mesmo dia em que as autoridades norte-americanas revelaram que Nova Iorque está a ver o número de casos confirmados duplicar a cada três dias.

O mais recente balanço sobre a situação nos EUA, divulgado na madrugada de hoje pela OMS, mostra que o número de pessoas infetadas e de morte com a covid-19 duplicou nas últimas 24 horas, elevando o número total para 31.573 casos positivos e 402 vítimas mortais.

A aceleração de casos nos Estados Unidos pode ser explicada por uma melhor triagem (que demorou a ser feita) e pela elevada taxa de transmissões, antes da implementação das medidas de contenção agora em vigor.

“O contágio de cada indivíduo a duas ou três pessoas, demora entre três e cinco dias. O que estamos a observar agora foi o que sucedeu há três, quatro ou cinco dias, em vários países”, disse Margaret Harris, para explicar a tendência de crescimento dos mais recentes números.

“Nos Estados Unidos, há uma semana, havia muitas transmissões”, afirmou a porta-voz da OMS, dizendo ser expectável que o número de infetados naquele país continue a crescer nos próximos dias, tornando-o o epicentro da pandemia.

Na Itália, o país mais afetado a seguir à China, as autoridades já estão a registar um declínio nos números de casos de infeção diária com covid-19.

Nos Estados Unidos o estado de Nova Iorque é o mais afetado, com o número de casos a duplicar a cada três dias, informou hoje o governador, Andrew Cuomo.

Este estado tem já mais de 25 mil casos confirmados, quase 10 vezes mais do que o número de casos na Califórnia, o segundo estado mais atingido pela pandemia, nos EUA.

Com uma taxa tão elevada de infeção, a pandemia pode atingir o seu nível mais alto dentro de 14 a 21 dias, mais cedo do que era esperado, tornando o combate à doença por parte dos serviços de saúde ainda mais difícil.

O governo estadual já pediu ao Governo federal um reforço de ventiladores (neste momento possuem apenas 10.000 unidades), para equipar os hospitais deste estado onde vivem quase 20 milhões de pessoas.

O estado da Florida viu o número de mortes com covid-19 aumentar para 18 e o número de infetados subir para quase mil, levando o governador, Ron DeSantis, a pedir ao Presidente Donald Trump para declarar estado de “grande desastre”.

O governador pede ao Governo federal reforço de equipamento médico, bem como fundos adicionais para ajudar a combater o desemprego, na iminência de uma profunda crise económica, alegando que os cerca de 200 milhões de euros alocados no plano de emergência não serão suficientes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 386 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 17.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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