A manifestação começou com uma concentração no largo da Sé Catedral, considerada a "sala de visitas" da cidade mais alta do país e incluiu uma marcha até ao edifício da Câmara Municipal, onde o presidente da autarquia recebeu alguns representantes dos manifestantes.

O protesto juntou estudantes de várias escolas básicas e secundárias da Guarda, bem como ambientalistas e políticos locais.

Durante a iniciativa ouviram-se várias palavras de ordem e recados dirigidos ao Governo.

No percurso de cerca de um quilómetro entre o local da concentração e os Paços do Concelho, os manifestantes fizeram ouvir palavras de ordem como "A nossa luta é todo o dia. É pela água, floresta e energia", "Justiça climática", "Não há Planeta B" e "Ó senhor ministro explique por favor porque é que no inverno ainda faz calor".

"O nosso planeta merece ser defendido. Que nunca vos falte a voz e a ação para que consigamos levar a bom porto um desafio que é global", disse o presidente da autarquia, Carlos Chaves Monteiro, aos participantes na ação.

David Carriço, 16 anos, aluno do 12.º ano na Escola Secundária da Sé, disse à Lusa que participou na iniciativa por estar "preocupado com o futuro do planeta" e por reconhecer que, se não forem os jovens, "ninguém faz nada para o salvar".

"Se não mudarmos urgentemente não vai haver futuro para nenhum de nós, nem para as próximas gerações", alertou João Mimoso, 16 anos, aluno do 12.º ano na Escola Secundária Afonso de Albuquerque.

João Queirós, 8 anos, aluno do 3.º ano da Escola Adães Bermudes, disse à Lusa que está "muito preocupado" com o futuro do planeta, apelando aos decisores políticos que "façam tudo" para o preservar.

"Eu peço [aos políticos] que tenham medidas ecológicas, que cortem menos árvores e que façam tudo para evitar aos incêndios. As pessoas também devem andar mais a pé e de bicicleta", defendeu Manuel Ferreira, 8 anos, também aluno do 3.º ano da Escola Adães Bermudes.

A manifestação estudantil surpreendeu, no centro da cidade, Hortência Pereira, de 72 anos, moradora na freguesia de São Pedro do Jarmelo: "Vim à Guarda e fui apanhada de surpresa com isto. Fazem bem em fazer esta manifestação. As crianças estão a crescer e precisam de mudança".

Durante a manifestação, os participantes exibiram cartazes e tarjas com mensagens como "Não ao Clima. Mudem o sistema", "Não há outro planeta para viver", "Stop à poluição", "Recordemos que só temos um mundo", "Menos discussão, mais ação" e "Preserva o Planeta. Não temos Planeta B".

Foi também lido um manifesto, por Beatriz Realinho, onde é defendido o urgente encerramento das centrais termoelétricas de Sines e do Pego "já na próxima legislatura" e das centrais de ciclo combinado "antes de 2030".

O documento defende ainda, entre outros aspetos, a eletrificação "de todo o sistema de transporte nacional, começando pelos transportes públicos".

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