“Vamos permanecer vigiantes, preparados e não vamos permitir que o Afeganistão se converta num refúgio seguro para os terroristas que ameaçam a nossa pátria”, disse o coordenador de comunicação do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, em conferência de imprensa.

Segundo Kirby, os EUA comunicaram diretamente com os líderes Talibã para “deixar claro” que o país sabe “o que eles fizeram, quem eles abrigaram e algumas das medidas que tentaram impor para encobrir provas após o bombardeamento”.

Ainda assim, recusou esclarecer quais as medidas a tomar no futuro pelos EUA contra os Talibã e considerou que o grupo tem a decisão nas próprias mãos.

“Podem escolher entre cumprir o que acordaram no pacto de Doha ou seguir por um caminho diferente, o que terá consequências não só da parte dos EUA, como também da comunidade internacional”, advertiu.

Kirby lembrou, por outro lado, que os Talibã são um grupo que diz querer governar e que procura legitimidade, pelo que deveriam comportar-se de uma forma “coerente” com esses objetivos.

O porta-voz dos EUA acrescentou que a Al-Qaeda tem alguma presença no Afeganistão, embora “não em grande número”, assim como o grupo Estado Islâmico, que é “muito ativo”.

Os EUA concluíram a sua retirada do Afeganistão em agosto do ano passado, após 20 anos de ocupação que começaram após os ataques de 11 de setembro, da autoria da Al-Qaeda.

Pouco antes de os EUA concluírem a sua retirada, em virtude do pacto alcançado com os Talibã, em Doha, o grupo assumiu o controlo quase total do Afeganistão.

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