Pompeo, em visita oficial à Indonésia, lembrou que o PCC está a tentar apagar a identidade da minoria étnica de origem muçulmana uigur, através da esterilização de mulheres e da separação de famílias, sob o pretexto da luta contra o terrorismo e a erradicação da pobreza.

“Eu sei que o Partido Comunista Chinês tentou convencer a Indonésia a fechar os olhos, para não ver os tormentos que os seus companheiros muçulmanos estão a sofrer”, disse Pompeo, durante um comício organizado pela Nahdlatul Ulama, a maior organização muçulmana da Indonésia.

Mais de um milhão de uigures foram internados em campos de doutrinação, na região de Xinjiang, extremo noroeste da China, onde são obrigados a renunciar à sua própria língua, cultura e fé, segundo organizações de defesa dos Direitos Humanos.

Uma vasta região semidesértica, onde os uigures representam quase metade da população, Xinjiang foi convertido num Estado policial, em nome da luta contra o terrorismo.

A China afirma que estes campos são “centros de treino vocacional”, destinados a ajudar os uigures a encontrar empregos e afastá-los do extremismo religioso.

O Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, realizou esta semana um périplo por nações do Índico e do Pacífico, parte da campanha do Governo de Donald Trump contra a China.

Em Jacarta, Pompeo alertou ainda para a “agressividade” da China no mar do Sul da China, que Pequim reivindica quase na totalidade, apesar dos protestos dos países vizinhos.

O secretário de Estado norte-americano chegou à Indonésia oriundo das Maldivas, onde anunciou que os Estados Unidos vão abrir, pela primeira vez, uma embaixada no arquipélago do Oceano Índico, um movimento que reflete a crescente apreensão norte-americana com o aumento da influência chinesa na região.

“O Partido Comunista Chinês mantém o seu comportamento ilegal e ameaçador”, disse Pompeo, poucas horas depois de acusar a China de ser “predatória”, durante uma visita ao Sri Lanka.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Wang Wenbin, disse que a verdadeira intenção do secretário de Estado é “fazer com que a China volte a uma era de pobreza e estagnação e deixar o mundo cair no abismo do confronto e divisão”.

A relação entre a China e os Estados Unidos deteriorou-se nos últimos dois anos, com várias disputas simultâneas entre as duas maiores economias do mundo, em torno do comércio, tecnologia, a soberania do mar do Sul da China ou questões de direitos humanos.

Em Pequim e em Washington, referências a uma nova Guerra Fria são agora comuns.

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