“Certamente, a nossa diplomacia esforçar-se-á por levar a China a juntar-se aos países que condenam publicamente e a usar a sua influência para persuadir” a Coreia do Norte, disse um responsável norte-americano não identificado, citado pelas agências internacionais, que acompanha a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, numa deslocação à Ásia.

Os Estados Unidos querem que a China “use a sua influência para convencer a RPDC [República Popular Democrática da Coreia]”, afirmou a mesma fonte, usando o acrónimo para o nome oficial da Coreia do Norte.

O funcionário norte-americano, que falou sob condição de anonimato, confirmou a versão do Japão de que o míssil era de longo alcance.

“A ação de hoje foi uma nova escalada”, uma vez que este míssil tem “a capacidade de chegar aos Estados Unidos e a muitos outros países em todo o mundo”, revelou o responsável norte-americano.

Kamala Harris, que se deslocou à Ásia para participar numa cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) em Banguecoque, esteve numa sessão hoje com o Presidente chinês, Xi Jinping, mas não teve um encontro bilateral.

O Presidente chinês falou durante cerca de três horas, na segunda-feira, à margem de uma cimeira do G20 (grupo das maiores economias mundiais) em Bali, com o Presidente norte-americano, Joe Biden, que disse estar convencido de que Pequim não quer ver uma nova escalada a partir de Pyongyang.

Kamala Harris manteve conversações em Banguecoque sobre o lançamento do míssil norte-coreano com os primeiros-ministros do Japão, Coreia do Sul, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.

O mesmo responsável norte-americano avançou que Harris pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Coreia do Norte.

“Os Estados Unidos da América (EUA) acreditam que o Conselho de Segurança deve reunir-se e discutir esta questão”, disse o membro da comitiva da vice-presidente.

O Japão e os Estados Unidos fizeram hoje um exercício militar conjunto sobre o Mar do Japão, após o lançamento de um míssil balístico intercontinental (ICBM) da Coreia do Norte, anunciou o Ministério da Defesa nipónico.

O míssil lançado hoje de manhã por Pyongyang caiu provavelmente na Zona Económica Exclusiva (ZEE) do Japão, ao largo da ilha de Hokkaido, no norte, disse o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, considerando o disparo “absolutamente inaceitável”.

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