A ajuda, que será entregue localmente pelos militares dos EUA, equivale a até três meses de comida para 50.000 pessoas e até três meses de medicamentos para 60.000 pessoas, divulgou a agência de ajuda internacional dos Estados Unidos (USAid), em comunicado.

“Estamos ao lado dos libaneses neste período difícil. Os EUA há muito apoiam a aspiração libanesa por prosperidade económica e governação responsável, isenta de corrupção e pressões estrangeiras”, pode ler-se na nota.

O exército norte-americano já havia anunciado, na quinta-feira, que entregou ao homólogo libanês um primeiro carregamento de comida, água e medicamentos no Líbano. Outros vão seguir a bordo de aviões militares C-17 fretados desde uma base no Qatar.

A USAid sublinhou no documento que já atribuiu 41,6 milhões de dólares (36,5 milhões de euros) ao Líbano para ajudar na luta contra a pandemia de covid-19.

No entanto, os EUA expressaram dúvidas sobre a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Líbano, onde Washington gostaria de ver a diminuição da influência do movimento xiita Hezbollah, um aliado do Irão.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, causando, pelo menos 154 mortos e cerca de 5.000 feridos, segundo o último balanço feito pelas autoridades libanesas.

Até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

O Governo português indicou na terça-feira não ter indicações de que haja cidadãos nacionais entre as vítimas.

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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