O Conselho Eleitoral Central deu razão aos recursos apresentados pelo Partido Popular e pelo movimento Cidadãos contra a inclusão de Puigdemont, Comín e Ponsatí – que estão fugidos da justiça espanhola, depois da declaração unilateral de independência, em 27 de outubro de 2017 — na candidatura dos separatistas catalães do Juntos por Catalunha ao Parlamento Europeu.

Fontes do Juntos por Catalunha dizem que irão recorrer da decisão do Conselho Eleitoral, considerando que a decisão tem como principal propósito “silenciar” Puigdemont.

O líder do Cidadãos, Albert Rivera, manifestou-se hoje satisfeito com a exclusão de Puigdemont do processo eleitoral para o Parlamento Europeu.

“Quem fez um golpe de Estado e fugiu à justiça não pode apresentar-se a eleições nesse Estado e cobrar dinheiro público”, afirmou hoje Rivera, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

A polémica à volta de Puigdemont começou quando o Parlamento Catalão declarou unilateralmente a independência, em 27 de outubro de 2017, que resultou na suspensão da autonomia catalã por parte do governo espanhol.

Em 30 de outubro desse ano, foram levantadas acusações de rebelião e mau uso de fundos públicos contra Puigdemont e contra outros membros do governo da Catalunha, levando-os a fugir para a Bélgica, sob mandados de captura de autoridades europeias.

Em 21 de dezembro de 2017, nas eleições regionais, Puigdemont foi reeleito para o Parlamento Catalão, mas foi impedido de tomar posse, mantendo o seu exílio na Bélgica, tendo vindo a ser detido numa autoestrada alemã e depois libertado sob fiança.

Em julho de 2018, o Supremo Tribunal suspendeu Puigdemont do cargo de deputado no Parlamento Catalão.

Em março deste ano, Puigdemont anunciou que iria candidatar-se ao Parlamento Europeu, como cabeça de lista pelo Juntos Por Catalunha, acompanhado dos seus antigos colaboradores Antoni Comín e Clara Ponsati.

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