Um estudo feito a pedido da representação da UE no Reino Unido constatou que 52% dos cidadãos portugueses consideram as eleições para o Parlamento Europeu "importante" e 35% julgam serem "essenciais".

Porém, apenas 25% terão votado em 2014 e só 35% responderam ser provável votarem nas eleições de 2019, que se vão realizar entre 23 e 26 de maio (26 de maio em Portugal), de acordo com a sondagem, feita através da rede social Facebook e partilhada com a agência Lusa.

O mesmo estudo indica que 58% dos que participaram nas eleições anteriores, há cinco anos, votaram em candidatos britânicos em vez de candidatos portugueses, mais do que a média de 41% entre os cidadãos europeus residentes no Reino Unido.

A pesquisa, que abrangeu nacionais de outros Estados-membros, foi produzida no âmbito de um esforço das instituições europeias para promover a participação nas eleições europeias de maio, que se realizam no contexto da saída do Reino Unido da UE.

Uma página eletrónica foi criada em várias línguas para dar informação sobre o processo e vão ser organizados eventos de sensibilização ao voto em diferentes países com a colaboração de voluntários.

Até à saída do Reino Unido da União Europeia, os cidadãos europeus podiam escolher entre votar nos candidatos do país de residência ou nos candidatos do país de origem, mas após o ‘Brexit' o Parlamento Europeu deixará de ter deputados britânicos.

Portugal é um dos 20 países que permite a todos os seus cidadãos residentes no estrangeiro, independentemente do país onde vivem, votarem nas eleições europeias, mas alguns dos eleitores dos outros Estados-membros vão perder esse direito porque o Reino Unido vai passar a ser um país terceiro, como é o caso da Itália e da Bulgária.

De acordo com os resultados publicados pelo Ministério da Administração Interna, 85 eleitores de um total de 1.407 recenseados nos consulados de Londres e Manchester votaram para os candidatos portugueses das eleições europeias de 2014, correspondendo a uma taxa de participação de 6%.

No total, votaram dois por cento (5.129) de um universo de 244.986 eleitores portugueses inscritos nos postos diplomáticos no estrangeiro, mas a nova lei do recenseamento eleitoral poderá acrescentar milhares de novos eleitores e as eleições europeias são as primeiras em que esta medida vai ser aplicada.

Desde 2017, os portugueses residentes no estrangeiro passam a ser recenseados automaticamente com base na morada constante no cartão de cidadão, o que até então só acontecia com os residentes no território nacional.

Estima-se que o número de eleitores recenseados no estrangeiro passe de 318 mil no final de 2017 (2.973 no Reino Unido) passe para, potencialmente, 1,4 milhões de eleitores, dos quais mais de 100 mil no Reino Unido.

O Ministério da Administração Interna confirmou que, desde agosto do ano passado, o recenseamento eleitoral é automático para todos os portugueses residentes no estrangeiro com Cartão de Cidadão, salvo se tenham manifestado intenção contrária.

Os portugueses residentes no Reino Unido podem "votar nos candidatos portugueses nas eleições para o Parlamento Europeu, não sendo necessário fazer qualquer pedido junto do consulado, como acontecia anteriormente", vincou um porta-voz à Lusa.

O voto é presencial (para as eleições legislativas pode ser feito por correspondência) e poderá ser feito nos dias 25 de maio e 26 de maio, a partir das 08:00 horas e até as 19:00 horas no sábado e 20:00 horas no domingo nos consulados de Londres e Manchester.

Na semana passada, o Conselho Europeu concordou com uma prorrogação da data de saída do Reino Unido da UE até 22 de maio de 2019, desde que o Acordo de Saída seja aprovado pela Câmara dos Comuns até sexta-feira.

Se não acontecer, o Conselho Europeu estipulou uma prorrogação até 12 de abril de 2019 e disse que esperava que o Reino Unido indicasse um caminho a seguir antes desta data para a consideração dos líderes europeus.

Um prolongamento mais longo do processo, concedeu o governo britânico, implicará a participação do Reino Unido nas eleições para o Parlamento Europeu, cujo prazo para o formalizar é 12 de abril.

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