No manifesto, apresentado na sede do partido, em Lisboa, lê-se que o partido faz 21 propostas “para mudar Portugal e para mudar a Europa”.

Apontando que quer “uma Europa mais humana, ao serviço das pessoas”, a Aliança considera que, “para preservar o sonho europeu”, é necessário “corrigir os erros da integração europeia”.

“Queremos ajudar a refundar a Europa para dessa forma a salvar. Acreditamos no projeto europeu, mas recusamos dogmas sobre a construção europeia”, aponta a Aliança, acrescentando que “o caminho passa pela efetiva coesão social e económica entre os Estados membros da União”.

A Aliança quer “reformular os eixos operacionais do programa 2021/27, para concentrar os esforços de investimento no crescimento económico e rever os critérios de atribuição dos fundos estruturais, assegurando o seu cumprimento em relação ao investimento privado e no interior”, por forma a garantir “transparência para evitar formas encapotadas de financiamento público”.

Outra medida constante no manifesto prende-se com a exigência de um “reforço dos fundos de coesão nas perspetivas financeiras 2021/27 e o aumento e diversificação dos recursos próprios, sem penalização na fiscalidade nacional”.

A Aliança defende também “um programa europeu de fomento económico baseado nos setores mais especializados e competitivos de cada país”, o incremento da mobilidade dos jovens, desempregados, cientistas ou pequenas e médias empresas.

O partido quer que Portugal se coloque “contra as práticas desleais em matéria social e ambiental na política comercial internacional” e que sejam revistas “as obrigações impostas pela legislação europeia em matéria de ambiente numa perspetiva dupla de eficácia e subsidiariedade” e a integração nas políticas públicas do conceito da economia circular.

À semelhança do que já acontece na Aliança, o manifesto propõe a “todos os candidatos ao Parlamento Europeu, de todos os partidos, a entrega do registo criminal e de uma declaração de honra sobre a não existência de fatores impeditivos do exercício de um cargo público”.

Defendendo uma aposta na “democracia do futuro, mais digital e próxima dos cidadãos”, a Aliança quer lançar “um debate nacional com o compromisso de adotar o voto eletrónico no prazo da legislatura” e propor “um programa nacional de formação em inteligência artificial”.

O partido pretende também defender a criação, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), “de competências para acompanhar e influenciar as políticas europeias em temas relevantes”.

Outras das ideias apontadas no manifesto é a constituição de “deputados sombra”, que sejam “membros da Aliança candidatos às eleições europeias que acompanharão o trabalho de todos os eurodeputados portugueses”.

O manifesto defende ainda um reforço da subsidiariedade "em cada nova iniciativa legislativa", bem como a avaliação das mesmas quanto ao "impacto em matéria de pobreza e exclusão social, discriminação social sob qualquer forma, defesa da igualdade de género, do ambiente e dos direitos das pessoas com deficiência".

A Aliança propõe a cada eurodeputado português que seja eleito nas eleições de 26 de maio que "assuma o compromisso de cumprir uma das presentes medidas".

“Queremos traduzir ‘europês’ para português, indo ao encontro das preocupações dos nossos concidadãos. Este manifesto assume essa visão e as causas, a responsabilidade, a atitude, a proximidade e o objetivo de pôr Portugal a crescer e a convergir com os seus parceiros europeus”, lê-se no documento.

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