"O problema que temos em mãos é uma crise climatérica sem precedentes e, para a qual, temos que tomar medidas já. Não podemos adiar a solução deste problema", disse Vasco Santos, que falava aos jornalistas numa ação de campanha na Universidade de Coimbra, junto às Escadas Monumentais.

O candidato do MAS às europeias recordou que os cientistas apontam para um prazo "muito curto", de 11 a 15 anos, para se tentar mitigar o problema, considerando, por isso, que é necessário "parar já com a queima de combustíveis fósseis".

Para Vasco Santos, é fundamental a intervenção dos Estados nesta área, propondo a criação de transportes europeus coletivos, "no sentido de evitar a deslocação em automóveis pessoais".

"É necessário que se nacionalizem as empresas automóveis, as petrolíferas e o setor financeiro para se ter dinheiro para fazer esta transição energética. É necessário que aqueles que poluíram, aqueles que mais prejudicaram o ambiente que paguem também pela recuperação dele", vincou.

Em declarações aos jornalistas, o candidato propôs também a criação de uma organização por parte da União Europeia que estude o problema da violência doméstica, mas que, "principalmente, aja, que crie centros de apoio, de forma a poder receber as vítimas, apoiá-las e reintegrá-las".

Com o lema "Por uma Europa sem muros nem austeridade", o MAS considera que a viragem da página da austeridade no país "é uma mentira", sendo necessário uma União Europeia que responda "às necessidades dos pobres, às necessidades das grandes maiorias", disse Vasco Santos.

O candidato salientou ainda que a Europa tem de saber "receber e dar asilo a quem foge da miséria, da fome, de guerras e de uma crise climática para a qual pouco ou nada contribuiu".

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