“Uma abstenção de perto de 70% é preocupante, é tão preocupante que é uma derrota para todos: partidos políticos, portugueses que não votaram, é uma derrota para a democracia também”, afirmou o também diretor de campanha do PSD para as europeias, em declarações na sala de imprensa do hotel no Porto onde o partido acompanha a noite eleitoral.

Segundo José Silvano, estes níveis de abstenção mostram “um desfasamento entre os partidos e os cidadãos, nomeadamente em eleições europeias”.

“Temos de fazer mais qualquer coisa para mudar isto. O PSD vai ter isto em atenção e fazer também algumas mudanças na forma da próxima campanha para as legislativas”, disse.

Questionado a que tipo de mudanças se refere, Silvano respondeu: “As mudanças são simples, é pegarmos na realidade e fazermos uma campanha mais de proximidade, bem estruturada em termos de ideias, essencialmente mais próxima dos cidadãos”.

O secretário-geral do PSD defendeu que o partido apresentou durante a campanha eleitoral “bons candidatos e boas ideias” já com intenção de reduzir a abstenção, mas que tal não foi suficiente.

As eleições para o Parlamento Europeu registaram hoje em território nacional uma taxa de abstenção entre 65% e 70,5%, de acordo com as projeções televisivas.

A sondagem da RTP/Universidade Católica aponta para uma taxa de abstenção entre 65% e 70%. A projeção da SIC situa a taxa de abstenção entre 66,5% e 70,5%.

Segundo a Eurosondagem, a taxa de abstenção ficará entre os 66% e os 69,8. Estas percentagens não incluem os votos dos recenseados fora do território nacional.

Nas últimas eleições europeias, em 25 de maio 2014, a abstenção foi de 66,2%, a mais elevada de sempre em atos eleitorais.

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