O colóquio vai decorrer no auditório municipal Eunice Muñoz, em Oeiras, distrito de Lisboa, e tem início marcado para as 21:00.

A iniciativa vai contar com intervenções do presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, da ex-deputada Isabel Galriça Neto, que é também médica especialista em cuidados paliativos, e do ex-dirigente do CDS e conselheiro de Estado, António Lobo Xavier.

Também o antigo bastonário da Ordem dos Médicos José Manuel Silva e a jornalista e escritora Laurinda Alves estarão presentes no evento.

Hoje, o presidente do CDS reiterou que os deputados centristas vão votar contra a despenalização, mas ressalvou que o partido “apoiará o referendo”.

“É necessário ouvir o país e que haja um debate que não seja apressado, seja amadurecido e verdadeiramente esclarecedor sobre esta matéria, coisa que não está a haver”, assinalou.

Na ótica de Rodrigues dos Santos, “é uma irresponsabilidade e uma insensibilidade social oferecer-se a morte a pedido de um doente quando ele não sabe, nem conhece, nem tem ao seu dispor todos os cuidados médicos necessários para tratar o seu sofrimento, a sua doença, numa situação de verdadeiro desespero e aflição”, alegando que está em causa numa “decisão grave e irreversível” e num “retrocesso civilizacional”.

A Assembleia da República debate em 20 de fevereiro cinco projetos de lei para a despenalização da morte assistida, do BE, PS, PAN, PEV e Iniciativa Liberal, que preveem essa possibilidade sob várias condições.

Em 2018, o parlamento debateu projetos de despenalização da eutanásia, apresentados pelo PS, BE, PAN e Verdes, mas foram todos chumbados, numa votação nominal dos deputados, um a um, e em que os dois maiores partidos deram liberdade de voto.

Há dois anos, o CDS votou contra, assim como o PCP, o PSD dividiu-se, uma maioria no PS votou a favor. O BE, PAN e PEV votaram a favor.

Um grupo de cidadãos está a recolher assinaturas para realização de um referendo sobre a matéria, que tem o apoio da Igreja Católica, ao contrário do que aconteceu em 2018. Dos partidos com representação parlamentar, apenas o CDS apoia a ideia, assim como vários dirigentes do PSD.

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