“A proposta do PS é inequívoca. Responde às reservas legítimas do respeito da vontade do doente. Garantimos que é apenas, repito apenas, atendível uma vontade atual e reiterada” de quem pede para antecipar a morte, disse a deputada na sessão de hoje, no parlamento, dedicado ao debate de quatro projetos de lei sobre a eutanásia do PAN, BE, PS e PEV.

Numa intervenção mais explicativa, a parlamentar socialista afirmou que o projeto socialista não permite que o processo de morte antecipada continue caso o doente fique inconsciente, ao contrário do que admite o diploma do BE, por exemplo.

Maria Antónia Almeida Santos insistiu que a morte medicamente assistida só é permitida em circunstâncias excecionais e que a decisão última é, sempre, do doente.

“O que está em causa é dar autonomia, a decisão é sempre do doente”, afirmou, garantindo ainda que o PS “não faz a apologia da morte, nem do sofrimento”.

Rubina Berardo, deputada do PSD, questionou Maria Antónia Almeida Santos se “a doença retira dignidade ao ser humano”, recebendo como resposta que os projetos de lei visam, isso sim, que “a dignidade [da pessoa] seja valorizada”.

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