Yezhel, que também foi comandante-chefe das forças navais ucranianas, aprovou em 2010 os documentos necessários para a implementação dos “Acordos de Kharkiv”, assinados pelo chefe de Estado ucraniano da altura, Viktor Yanukovych, e o seu homólogo russo, Dmitri Medvedev.

A aprovação “criou condições para a extensão da permanência da frota russa do Mar Negro em território ucraniano durante mais de 25 anos”, referiu o SBI em comunicado.

A permanência russa contribuiu, por sua vez, para o aumento de equipamentos e pessoal na Crimeia, em vez de sua redução e retirada, conforme previsto num acordo bilateral assinado em 1997, acrescentou a organização.

No âmbito do acordo, o consórcio russo de gás Gazprom concordou em fornecer gás à Ucrânia a preços subsidiados, tendo a oposição acusado Yanukovych de “trair os interesses nacionais”.

A justiça ucraniana já determinou, em outubro, a prisão do ex-primeiro-ministro Nikolai Azarov, no mesmo caso, em que os ex-ministros dos Negócios Estrangeiros e da Justiça também são acusados.

Yezhel, procurado pelas autoridades ucranianas desde 2016 pela venda de dois caças bombardeiros à Rússia durante o seu mandato como ministro da Defesa, obteve o estatuto de refugiado na Bielorrússia em 2018.

No início de 2019, a justiça ucraniana condenou Yanukovych a 13 anos de prisão por alta traição e cumplicidade na agressão militar russa.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 17 milhões de pessoas de suas casas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de dez milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU confirmou que 5.401 civis morreram e 7.466 ficaram feridos na guerra, que hoje entrou no seu 166.º dia, sublinhando que os números reais deverão ser muito superiores e só serão conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

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