Uma notícia divulgada hoje pelo Jornal de Notícias refere que cerca de 500 militares, contratados e voluntários, abandonaram o Exército no ano passado, mais de metade dos quais devido à sobrecarga horária exigida pelo combate aos fogos.

“Não me revejo naquele tipo de notícia nem vejo isto como sendo o caráter do soldado”, disse o general Rovisco Duarte, durante uma visita da Comissão de Defesa Nacional ao Regimento de Infantaria nº. 10, em São Jacinto, Aveiro.

Em resposta a uma pergunta do deputado do PS João Soares, o chefe de Estado-Maior do Exército disse ficar surpreendido com este tipo de notícias, vincando que “existe uma enorme generosidade dos militares” portugueses.

A mesma opinião foi partilhada pelo presidente da Comissão de Defesa Nacional, Marco António Costa, para quem a saída dos militares do Exército tem outras razões, relacionadas fundamentalmente com questões salariais.

“As Forças Armadas têm tido um papel de acompanhamento e de apoio à Proteção Civil em momentos críticos que eu julgo que não está na base da saída de nenhum militar. Não é isso que coloca em causa a manutenção ou não das pessoas nas forças armadas”, adiantou o deputado do PSD.

Em declarações à Lusa, Marco António Costa disse que há “um problema de recrutamento” no Exército e que as forças de segurança “exercem um efeito atrativo muito grande” relativamente às Forças Armadas e aos seus efetivos.

O presidente da comissão revelou que este mês vão realizar uma conferência para refletir esta matéria e, até ao Verão, irão fazer outra conferência sobre o duplo uso das Forças Armadas.

Na quarta-feira, os deputados da Comissão de Defesa Nacional visitam a base aérea de Monte Real.

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