A inteligência artificial acompanhará em tempo real o “conjunto de sinais” identificados pelo algoritmo como “mensagens falsas” ou que violam a legislação eleitoral no Facebook e Instagram para serem eliminados do perfil dos autores “quase imediatamente”, disse à Efe uma fonte da Meta, a firma que controla ambas as redes socais.

Os casos relatados e os “mais complexos” serão analisados por um centro multidisciplinar de especialistas informáticos e especialistas em legislação eleitoral e outras áreas, semelhante ao que funcionou nas eleições de 2018.

Numa declaração, a empresa afirmou ter investido em equipamento, ferramentas tecnológicas e parcerias “para ajudar a proteger as eleições brasileiras” e reiterou a sua colaboração com as autoridades eleitorais e agências de verificação independentes para reduzir a disseminação de “notícias falsas”.

“Ativaremos o nosso Centro de Operações Eleitorais”, que identificará “em tempo real potenciais ameaças” e facilitará uma “resposta rápida”, sublinhou a Meta.

A “remoção do conteúdo” que encoraja as pessoas entre os 18 e os 70 anos a deixar de votar, que contém “discurso de ódio” ou “interfere com o voto” e a exclusão de perfis falsos, mesmo que não tenham sido denunciados, estão entre as medidas adotadas.

Um carimbo com acesso à página do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Facebook e nos ‘posts’ Instagram e um canal extrajudicial para tratar de queixas de crimes eleitorais no WhatsApp são outros mecanismos implementados pela Meta.

O TSE, que tem sido alvo de constantes críticas por parte de Bolsonaro, tem promovido acordos nos últimos meses com as principais redes sociais para conter a disseminação de notícias falsas no processo para as eleições presidenciais de outubro.

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