Questionado sobre se está preocupado com a abstenção nas autárquicas de hoje que, segundo as primeiras projeções, situou-se entre 45 e 50%, Fernando Medina respondeu: “Naturalmente. O que eu gostaria é que a abstenção fosse o menor possível e, aliás, que as eleições fossem sempre um grande exercício popular”.

O atual presidente da Câmara de Lisboa e recandidato ao cargo falava aos jornalistas à entrada do Pátio da Galé, onde vai acompanhar a noite eleitoral.

Sobre o seu futuro no Partido Socialista, salientou que o que está em causa hoje são as eleições autárquicas, reforçando que é apenas “essa eleição que está em disputa”.

Já relativamente às expectativas para hoje, disse estar “sempre preparado, como democrata, para todas as decisões dos eleitores”.

“O povo é soberano nas eleições e é soberano nos resultados que atribui”, acrescentou.

Fernando Medina foi ainda questionado sobre a eventual perda de maioria absoluta e a necessidade de haver acordos, tendo respondido: “Vocês querem esgotar todas as conversas da noite? É que assim depois ficamos sem nada para conversar e hoje a noite será longa”.

A abstenção nas eleições autárquicas de hoje situou-se entre 45% e 50%, de acordo com projeções divulgadas pela RTP e pela SIC.

Segundo a sondagem divulgada pela RTP às 20:00 horas de Lisboa (19:00 nos Açores), desenvolvida pela Universidade Católica, a taxa de abstenção ficará entre os 45% e os 50% – um dos valores mais altos de sempre, podendo superar o máximo atingido há oito anos.

A projeção divulgada pela TVI aponta para o mesmo intervalo de valores, assim como a sondagem feita pela Metris GfK, pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) e pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) para a SIC e o Expresso.

Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 01 de outubro de 2017, a abstenção foi de 45,03% – a segunda percentagem mais alta em eleições locais.

O recorde foi atingido nas autárquicas de 2013, nas quais se registou uma abstenção de 47,40%.

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