Num almoço com associados da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), onde foi destacado algum pessimismo acerca deste processo, Fernando Medina defendeu que "o país cometeu um erro, um enorme erro, em ter adiado a decisão sobre o aeroporto".

"Temos trabalhado bem nos últimos meses com o Governo, com a ANA - Aeroportos sobre esta matéria e gostaria de transmitir aqui o meu sentimento hoje. O meu sentimento hoje é de bastante confiança e otimismo sobre o processo. Temos hoje boas razões para estarmos mais otimistas sobre o desenvolvimento deste processo", disse.

"Espero que venham a ser públicas nos próximos meses as notícias que concretizem a resolução desta equação, precisamente nos termos em que referi", acrescentou.

De acordo com o presidente é preciso "avançar rápido", criar "um sistema de desenvolvimento do território" e é também necessário que a nova estrutura "permita melhorar a qualidade de vida do ponto de vista do desenvolvimento urbano".

"O país não pode desperdiçar o que é hoje um motor de emprego e de investimento. Não pode", afirmou, considerando que o novo aeroporto é "urgente", "essencial" e "crítico", e não pode ser feito "por fases".

Medina salientou também que "o desenvolvimento do aeroporto não se pode fazer com o aumento das taxas aeroportuárias que coloquem em causa a competitividade do destino" e sublinhou ainda que tem de ser "um investimento de qualidade", quer na infraestrutura aeroportuária, quer nos acessos a essa infraestrutura.

O autarca mostrou disponibilidade da câmara para voltar ao projeto de criação de um novo centro de congressos para Lisboa, de forma a apostar no "turismo de congressos", e defendeu que as decisões sobre o alojamento local, tema atualmente em discussão no parlamento, "fiquem na alçada dos municípios", de uma forma "diversificada", com quotas consoante a zona.

Por exemplo, "significa que em Alfama temos de conter, mas significa que noutras zonas poderemos dizer: ‘sejam bem-vindos’", disse.

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