Ferro Rodrigues afirma, numa mensagem colocada no ‘site’ do parlamento que Semedo, “como dirigente e coordenador do Bloco de Esquerda contribuiu decisivamente para a consolidação do partido e para a atual solução de governo”, com o executivo minoritário do PS com o apoio parlamentar dos partidos à esquerda.

Enquanto ex-deputado do BE durante vários anos, deixa no parlamento “uma imensa saudade” e “foi sempre um homem de diálogo e de convicções”, lê-se na mensagem de Ferro Rodrigues, que disse ter recebido a notícia da morte de João Semedo com “muita tristeza”, apesar de não ser inesperada.

O presidente da Assembleia lembra ainda o médico e ex-militante comunista como “uma das principais personalidades políticas da última década e meia” e a sua “defesa cívica e política do Estado Social, e em particular do serviço nacional de saúde” como algo que “perdurará como exemplo na memória de todos”.

O livro “Morrer com Dignidade”, coordenado por João Semedo, em defesa da morte medicamente assistida, foi apresentado em maio na Assembleia da República numa cerimónia a que o médico e ex-coordenador do BE já não esteve presente, tendo enviado um texto que foi lido aos presentes.

Na primeira fila estava o presidente da Assembleia da República e de representantes dos partidos que tinham projetos de lei a favor da despenalização da eutanásia e que, dias depois, foi chumbada no parlamento.

O ex-coordenador do Bloco de Esquerda João Semedo morreu hoje, aos 67 anos, depois de anos de uma batalha contra o cancro, revelou aquela estrutura partidária, através de uma nota de pesar publicada no site 'Esquerda Net'.

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